Miss. Rodrygo Gonçalves

Vejam, o Senhor, o seu Deus, põe diante de vocês esta terra. Entrem na terra e tomem posse dela, conforme o Senhor, o Deus dos seus antepassados, lhes disse. Não tenham medo nem desanimem. Dt 1:21

domingo, 2 de janeiro de 2011

A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO ATRAVÉS DA IGREJA. Subsídio para Lição Bíblica - 1º Trimestre/2011

Lição 1 - 1º Trimestre de 2011
Texto Bíblico
: Atos 1.1-5
Texto Áureo: At 1.8

Introdução

Na introdução desta primeira lição de 2011, encontramos uma citação de John Stott, feita pelo pastor Claudionor de Andrade, que cabe um breve comentário: "A leitura de Atos não deve levar-nos a uma idealização da Igreja primitiva, como se ela não possuísse nenhum defeito [...]."

Assim como em qualquer outro livro da Bíblia, a realidade não é mascarada. Desta maneira, as virtudes e os defeitos de personagens, comunidades e povos são manifestos. Em Atos a Igreja vivencia momentos de glória, poder e crescimento, mas também, momentos de dificuldades internas e de perseguições externas. O texto de Stott (2003, p. 10) diz:

"[...] precisamos ser realistas. Existe o perigo de romantizarmos a igreja primitiva, falando dela em tom solene, como se não tivesse falhas. Isso significaria fechar os olhos diante das rivalidades, hipocrisia, imoralidades e heresias que atormentavam a igreja,como acontece ainda agora. Todavia uma coisa é certa: a igreja de Cristo fora enchida pelo Espírito Santo, que a espalhou para testemunhar."
A Igreja do primeiro século não é uma igreja perfeita, mas tem muito a nos ensinar em termos de submissão, poder, comunhão e evangelização.

Autoria, data e propósito

A autoria de Atos é creditada à Lucas:

"Na erudição neotestamentária, é quase axiomático que, seja quem for que tenha escrito o terceiro evangelho, também escreveu Atos. Tradicionalmente esse autor tem sido identificado como Lucas, o médico e companheiro de Paulo. Nos manuscritos dos evangelhos, encontra-se 'Segundo Lucas', quando se trata do terceiro evangelho."(WILLIAMS, 1996, p.14).

"Nem o Evangelho nem o livro de Atos dá o nome do seu autor, mas foi provavelmente Lucas, amigo e companheiro de Paulo. A indicação de sua autoria encontra-se nos três 'nós', onde a narrativa está na terceira pessoa do plural (Atos 16.10-17; 20.5-21; 27.1-28), dando a entender que o autor era companheiro de Paulo nessas três ocasiões, e que usou o seu diário de viagem como fonte de material." (PFEIFFER e HARRISON, 1987, p. 238)

"O autor é Lucas, que também escreveu o evangelho que leva seu nome." (RICHARDS, 2005, P. 706)

"Lucas escreve Atos como continuação do seu primeiro livro, o Evangelho de Lucas. O Terceiro Evangelho registra o que Deus realizou através das ações e ensinos do Jesus ungido pelo Espírito, ao passo que Atos enfatiza a continuação da obra de Jesus feita por suas testemunhas capacitadas pelo Espírito." (ARRINGTON e STRONSTAD, 2003, p. 623)

"A partir do século II, a igreja primitiva atribuiu a Lucas tanto o terceiro evangelho como o livro de Atos dos Apóstolos. Ele é provavelmente o único grego a quem é atribuída autoria de um livro do NT." (PFEIFFER; VOS; REA, 2006, p. 1180)

Poderíamos aumentar em muito a lista de citações, onde se confirmaria a autoria de Lucas.

Para Williams (idem) o nome grego Loukas pode ser uma abreviatura (contração) deLoukanos, onde a terminação as, geralmente utilizada para os escravos, sugeriria que Lucas tivesse sido um escravo treinado para ser médico. Na realidade, os fatos concretos sobre Lucas são escassos.

Stott (idem, p. 20) afirma que Lucas era um homem qualificado para a tarefa de escrever esse livro, pois era um médico culto, submetido a um treinamento rigoroso, sendo o seu grego refinado uma prova disto. Concordando com Stott, Boor (2003, p. 18) entende que "o autor de Atos dos Apóstolos é uma pessoa culta, capaz de escrever em grego versátil com fineza gramatical.

A data de Atos é defendida por uns entre 90-100 d.C., "sob a alegação de não se tratar de uma mera crônica de eventos, mas ser claramente o produto de muitas reflexão."(WILLIAMS, ibdem, p. 24). Outros autores datam Atos entre 60 e 70 d.C., visto que Lucas não menciona a morte de Paulo (cerca de 67. d.C.), e em razão de sua abrupta conclusão (PFEIFFER e HARRISON, idem).

O propósito original do livro de Atos está em apresentar à Teófilo uma narrativa dos primórdios da igreja primitiva até o encarceramento de Paulo, em Roma, e de que forma Jesus continuou a sua obra (Lc 1.1-4 e Atos 1.1-4).

O título do livro

Para Williams (ibdem, p. 26): "O título não é original. Foi cunhado algum tempo depois de cortar-se a conexão do livro com o evangelho e, talvez, à época em que recebeu reconhecimento como livro canônico."

Kistemaker (2006, p. 17) comenta que O título de Atos acrescentado provavelmente no século 2º, é problemático em vários aspectos. Alguns tradutores da Bíblia trazem a designação Atos dos Apóstolos, e contam com o apoio dos pais da igreja primitiva.

Um dos aspectos destes problemas seria o fato da listagem dos 12 apóstolos aparecer apenas no capítulo 1, recaindo a ênfase dos demais capítulos no ministério de Pedro e Paulo. João é mencionado apenas ao acompanhar Pedro ao templo (3.1) e a Samaria (8.14), não sendo registrado por Lucas nenhum dos seus feitos ou palavra específica. Outras propostas de título para o livro foram "Os Atos do Espírito Santo" ou simplesmente "Atos".

Boor (2003, p. 16) entende que o título grego - práxeis apostólon = Ações dos Apóstolos - é o mais apropriado, uma vez que se assemelha com as obras da literatura antiga que relatam de maneira solta e plástica uma série de acontecimentos da vida de homens famosos.

O conteúdo de Atos

Marshall (1982, p. 21-32) lista os seguintes conteúdos:

- A continuação dos atos poderosos de Deus registrados no Antigo Testamento e do ministério de Jesus

- A missão e a mensagem da igreja primitiva

- O progresso da Palavra a despeito da oposição

- A inclusão dos gentios no povo de Deus

- A vida e a organização da igreja

Aplicação prática da lição

A presente lição nos ensina as seguintes verdades práticas:

- A importância do registro de nossa história como contribuição para as gerações futuras.

- A grande contribuição que homens cultos e cheios do Espírito Santo podem dar a igreja. O Dr. Lucas nos prova que erudição combina com simplicidade, clareza e acessibilidade.

- Assim como na igreja apostólica, os problemas atuais com rivalidades, hipocrisia, imoralidades e heresias precisam ser tratados com transparência e urgência.


Referências Bibliográficas

ARRINGTON, L.; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

BOOR, Weiner de. Atos dos Apóstolos. Curitiba-PR: Esperança, 2003.

KISTEMAKER, Simon. Atos. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. v.1

MARSHAL, I. Howard. Atos: Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.

PFEIFFER, Charles F.; VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

______; HARRISON, Everett. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: IBR, 1987.

RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

STOTT, John R. W. A mensagem de Atos: Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 2003.

WILLIAMS, David J. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo: Atos. São Paulo: Vida, 1996.


sábado, 1 de janeiro de 2011

Para quem não teve Natal...


A televisão adora mostrar imagens "natalinas", do tipo: crianças felizes e seus brinquedos caros, mesa farta e as delícias que o pobre come apenas nos sonhos, famílias reunidas (como se a união delas fosse o que a TV realmente preza). O Natal é a época do ano onde o comércio não conhece limites: o menino Jesus é a moeda de troca mais usada...

Nessa época uma questão sempre me acompanha: e aqueles que não podem ter um natal?

Gente que não tem moradia digna. As enchentes levaram tudo o que possuíam. Mendigos que, sob as pontes da vida, apenas observam o ir e vir apressado dos consumidores natalinos. Gente/favela que sobrevive da generosidade de alguns. Gente esquecida pelos políticos e suas promessas canalhas. Gente que simplesmente não tem chaminé para o "papai Noel" entrar...

Gente que não tem o que comer. Eles não podem fazer a sonhada Ceia. Diferente do Arruda, não podem comprar panetones... O sonho de Natal deles é ver seus filhos irem dormir sem fome. É entrar no supermercado sem o medo do dinheiro faltar na fila do caixa, e os olhares apressados e desumanos, furiosos, destruírem a máscara do "feliz natal"...

Gente que não consegue ser feliz. É gente assaltada por uma melancolia natalina abismal. Vejo olhares solitários tentando esconder-se atrás de sorrisos fabricados. Vejo abraços que imploram por carinho, e não apenas pelo "bom natal". Essa gente cuja companheira maior é a tristeza, raramente dorme bem na tal "noite feliz"...

Jesus nasceu pra matar aquilo que nos mata! O pecado também se projeta no social: sistemas econômicos injustos, rede de engrenagens desumanas, politicagens abusivas que machucam os sonhos. A igreja, e toda a estrutura que possui, deveria realizar o natal dos que não podem. Deveria preparar a Ceia dos que não têm o que comer. Deveria mostrar ao mundo que o Jesus que nasceu em Belém continua vivo!

Para quem não teve natal, a igreja deveria ser o farol da esperança, mas por que será que não é?

O milagre de natal que as pessoas procuram sou eu, você, a igreja viva que sinaliza a vida do Cristo que veio pra ministrar alegria.

O mundo não precisa do Papai Noel do mercado, precisa do Papai do Céu amado e sua incrível capacidade de dar sem esperar retorno.

Alan Brizotti

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A história do Natal numa perspectiva revolucionária

Por Hermes C. Fernandes

Natal é a história de um Deus que Se esvazia, abre mão de Sua glória, para sair ao encontro de Sua criatura extraviada.

Nesta época do ano, muitos textos são usados como base para os sermões natalinos. Amo todos eles. Gosto dos detalhes oferecidos por Lucas. Aprecio a ponte que Mateus faz entre os acontecimentos e as profecias. Inspiro-me na ousadia de João ao expor a origem divina e atemporal do Messias. Mas para mim, o texto que melhor revela o propósito do Natal foi escrito por Paulo e está registrado em Filipenses, capítulo 2.
Paulo não se atém ao significado da encarnação de Cristo para os homens, mas aborda o seu significado para o próprio Cristo.
De acordo com o apóstolo, devemos ter “o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus”(v.5). A partir desta admoestação, Paulo nos abre um leque e nos descortina o que representou tal experiência para Jesus.

1 – “Sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus...” – Para nos redimir, Cristo teve que tomar a contramão. O pecado inaugural foi ceder ao apelo da serpente, que dizia: “Sereis como Deus...” (Gn.3:5b). Para reverter isso, Jesus teve que recapitular a mesma história, embora em cenários diferentes. Diferente do primeiro homem, Ele não usurpou ser igual a Deus, ainda que fosse “em forma de Deus”. Em vez de agir com autonomia, Ele preferiu colocar-Se numa posição de total dependência do Pai, obedecendo-O em tudo (Jo.8:28-29; 12:49).
2 – “...mas a si mesmo se esvaziou...” – Lá estava Ele, deitado numa manjedoura, chorando como um bebê qualquer. Deus vazio! Deixou Seu trono de glória para hospedar-Se por nove meses no ventre de uma mulher. O Deus Onipresente confinado e protegido numa placenta, nadando no líquido amniótico. O Criador dos buracos negros, das passagens dimensionais existentes no Cosmos, teve que passar pela mesma fresta apertada por onde todo ser humano passa num parto natural. O ambiente em que nascera era fétido, sem as mínimas condições higiênicas que oferecesse conforto e segurança, tanto à parturiente, quanto ao recém-nascido. Em vez de cânticos angelicais, o que se ouviu foi o barulho característico dos animais que ali eram guardados. O Deus que fez os céus e a terra, e que mantém cada partícula do Universo pela Palavra do Seu poder, agora estava ali, frágil, vulnerável, inaugurando Seus pulmões com um choro estridente. Quem deve ter dado aquela palmada básica no bumbum do menino Deus? Não havia nenhum obstetra de plantão em Belém! Nem mesmo uma parteira experiente. É plausível acreditar que o próprio José tenha feito o trabalho, aparando o menino.
3 – “...tomando a forma de servo...” – Jesus Se identificou com as camadas mais pobres da sociedade. Embora pertencente a uma estirpe real (por isso era chamado “Filho de Davi”), teve que trabalhar desde cedo, aprendendo o ofício de Seu pai adotivo. Aquele que modelou as montanhas e os vales da Terra, agora tinha que aprender a arte da carpintaria.
4 – “...fazendo-se semelhante aos homens...”- Ele não era um embuste. Era 100% humano (embora em Sua essência fosse 100% Deus). Por isso, teve fome e sede, como demonstrado na tentação no deserto (Mt. 4). Se não fosse assim, Sua cruz seria uma encenação. A única coisa que O diferenciava dos demais humanos era o fato de jamais ter pecado (Hb.4:15).
5 – “E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo...” – Do Trono Celestial para o ventre de Maria. Do ventre para a manjedoura. Da manjedoura para a vida serviçal. De lá para o deserto. Do deserto para as ruas empoeiradas dos subúrbios da Galiléia. Sua próxima escala antes da Cruz seria a bacia. Numa atitude inusitada, Jesus toma uma bacia e uma toalha, despe-Se aos olhos dos Seus discípulos, e lava-lhes os pés. Aquela era uma tarefa para os escravos. Aquele que criara os oceanos, e projetara as mais lindas praias, agora usava uma bacia rasa para banhar os pés dos Seus discípulos. Antes que as autoridades judias e romanas O humilhassem publicamente, Ele humilhou-Se a Si mesmo.
6 – “...sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” – Sua próxima parada seria um jardim. Um cenário bem parecido com aquele em que o primeiro homem preferiu rebelar-se contra o seu Criador. Jesus, o segundo Adão, tinha a oportunidade de reverter a maldição, obedecendo a Deus até as últimas conseqüências, abrindo mão de Sua própria vida. A atenção do Universo se voltou para aquele lugar. Era o momento decisivo. Jesus sofreria Sua última tentação. Enquanto Seus discípulos dormiam, deu-se o embate mais importante da história do Cosmos. O destino de cada partícula subatômica dependia do resultado desse embate. Os pássaros silenciaram-se. O vento aquietou-se. Os anjos prenderam a respiração. Suspense! Jesus pondera e apela: “Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice!” Os anjos engoliram a seco. E agora? Deixem que o Filho de Deus complemente Seu pedido: “Todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mt. 26:39). Onde o homem falhou, o Novo Homem venceu. O caminho da redenção estava aberto. O cosmos respirou aliviado. O que já houvera sido decidido na Eternidade, agora encontrou eco dentro do tempo e do espaço. A obediência de um reverteu para sempre o efeito causado pela desobediência de outro (Rm.5:19).
 
7 – “Pelo que Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Cristo Jesus é o Senhor, para glória de Deus Pai”(vv.9-11). Percebe que Paulo omite a ressurreição e a ascensão de Cristo? Da Cruz, ele vai direto para a exaltação. Por que? Alguém poderá dizer que aqui estão subentendidos tanto a ressurreição, quanto a ascensão. Pode ser que sim. Mas prefiro acreditar que Paulo percebeu que a exaltação de Cristo Se deu na Cruz. Não estou diminuindo o peso da ressurreição. Apenas demonstrando que o que deveria ser considerado vergonhoso, Deus declarou como o mais glorioso evento da História. Foi lá no madeiro que Deus fez convergir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos céus, quanto as que estão terra (Ef.1:10; Cl.1:20). Foi também lá que Ele triunfou e despojou os principados e potestades, expondo-os publicamente ao desprezo (Cl.2:15). Foi na Cruz que Deus O exaltou! Sua ressurreição e ascensão são conseqüência desta exaltação. Mesmo em Seu corpo glorioso, as cicatrizes dos cravos são mantidas. E não duvido que abaixo da coroa de glória, ainda se vêem as cicatrizes deixadas pela coroa de espinho. Essa é a Sua glória! Quando Jesus pediu ao Pai que lhe restituísse a glória que tinha antes da fundação do mundo, Ele estava falando da glória da Cruz, pois o Cordeiro foi morto antes dos tempos eternos. A Cruz não foi um acidente de percurso. A Cruz é eterna! Por isso, na visão de João em Apocalipse, o trono de Deus é ocupado por um Cordeiro “como tendo sido morto”.

É na Cruz que o tempo e a eternidade se cruzam. O Cronos e o Kairós contraem matrimônio. Do ponto de vista histórico, não se pode dissociar a cruz da manjedoura. Aqueles que afirmam que não devemos celebrar o Natal de Jesus, mas unicamente a Sua morte, estão cometendo um grande engano. Ser inimigo da manjedoura é também ser inimigo da Cruz (Fp.3:18).
Feliz Natal a todos que o celebram com o mesmo sentimento que houve em Cristo.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Criação do Conselho Nacional de Combate à Discriminação - Avanço da Causa Homossexual

Estratégia do PLC 122 não passou no dia 9 deste mês, porque os ativistas gays foram pegos com a “boca na botija”. Mas nenhum deles está chorando ou reclamando. Por que? No mesmo dia 9, sem que ninguém percebesse, Lula criou o Conselho Nacional de Combate à Discriminação exclusivamente para avançar a agenda gay.

O Congresso Nacional está recebendo muitos e-mails sobre a votação do PLC 122/2006 nesta semana. Devido às denúncias das manobras, o projeto anti-“homofobia” não foi avançado no dia 8 ou 9 deste mês na Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa do Senado.No entanto, em 9 de dezembro de 2010 o presidente Lula criou, por meio de decreto presidencial, o Conselho Nacional de Combate à Discriminação. Outra medida do governo foi estender beneficios da Previdência a casais homossexuais. Agora eles têm direito a pensão. Os conselheiros, deverão ser indicados no prazo de 90 dias.

Veja o  Decreto completo Aqui

Fontes: Julio Severo

Divisão do Estado do Pará


Dividindo o Brasil, e mandando a conta para nós pagarmos...

É caro, mas a gente paga
Carlos Brickmann, 21.05.2010

A divisão do Pará em três Estados continua sendo articulada, apesar dos custos (mais Assembleias, mais tribunais, mais funcionalismo), apesar da falta de perspectivas, já que o Pará responde por 1,8% da produção nacional. Os Estados viverão de verbas federais, tiradas dos seus, dos meus, dos nossos impostos.

Será realizado um plebiscito para definir de vez a criação dos prováveis estados. Precisamos nos conscientizar de que isso não é mais uma realidade remota. Deixem seus comentários!
Renatinha Pires

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Alerta: perigo de iminente aprovação do PL 122/2006 como um dos últimos atos de Lula


Deu no blog do Júlio Severo:

Aprovação do PLC 122 será o último ato do governo Lula?

Tentativas de manobrar o projeto anti-“homofobia” ocorrerão no Senado entre os dias 8 e 9 de dezembro de 2010.

Conforme depoimento de muitos parlamentares evangélicos e acontecimentos nos últimos dias no Senado Federal, venho a público com uma informação emergencial. Ativistas do movimento homossexual articularam com senadores que apoiam sua agenda um avanço, no Senado Federal entre os dias 8 e 9 de dezembro de 2010, do famoso PLC 122/06, que torna crime inafiançável a crítica ao comportamento homossexual, ou seja, imporá sobre o Brasil uma lei que tratará como criminosa toda pessoa que expressar uma opinião contrária ao homossexualismo.

No dia 08/12/2010 (quarta-feira) haverá Sessão Ordinária na Comissão de Direitos Humanos para discutir diversos assuntos já estabelecidos em pauta. Aproveitando a estação do Natal e a aparente desmobilização dos cristãos e dos políticos, parlamentares ligados à militância gay têm a intenção, conforme evidências a que tivemos acessos, de apresentar um requerimento extra-pauta pedindo a dispensa da realização das audiências públicas para que, em vez de se continuar discutindo o PLC 122, ele seja imediatamente votado.

Esta não é a primeira vez que os ativistas GLBT tentam esse tipo de manobra. Numa madrugada de dezembro de 2008 a Senadora Fátima Cleide, relatora do PLC 122/2006, tentou aprovar um requerimento de urgência ao PLC 122/2006 no Plenário do Senado durante as discussões do Orçamento da União. Para tal finalidade, Cleide já havia recolhido no requerimento a assinatura de vários líderes de partidos que assinaram enganados sem saber que se tratava do polêmico projeto anti-“homofobia”. Ela contava também com o apoio da então líder do governo, Senadora Ideli Savati. Mas naquela madrugada o Senador Magno Malta estava presente e não deixou que a votação acontecesse.

Então é possível que a relatora e outros senadores tentem novamente pedir o regime de urgência. Essa é a última cartada da senadora, que está em seus últimos dias no Congresso, tendo sido impedida de continuar representando Rondônia no Senado, por ter sido rejeitada nas urnas pelo povo de seu estado.

Se conseguirem essa última cartada, a votação do PLC 122/06 (emendado) no plenário do Senado será de fácil aprovação, pois as emendas apresentadas e aprovadas pela Comissão de Direitos Humanos do Senado aparentam um projeto de lei sem “aparentes violações” ao direito de liberdade de expressão e consciência, o que torna a sua aprovação pelos senadores uma possibilidade fácil.

Os meios de comunicação de massa também colaborarão para essa facilitação, mostrando cenas de violências contra homossexuais, com o propósito de passar uma imagem de “massacre” de homossexuais no Brasil, criando uma atmosfera favorável para a aprovação do PLC 122 no Senado.

O pior não é essa estratégia de aprovação pelo Plenário do Senado, mas o que acontecerá na Câmara dos Deputados, pois depois de aprovado no Senado com as alterações propostas o PLC 122 voltará para a Câmara dos Deputados onde nasceu.

E ai é que está o perigo e a armadilha principal, pois existe uma forte mobilização para que na semana seguinte à aprovação do PLC 122 pelo Senado Federal, ele seja votado imediatamente no Plenário da Câmara, e é certeza que o movimento gay já está fazendo seu trabalho de pressão junto aos deputados para que eles DERRUBEM TODAS AS EMENDAS APROVADAS PELOS SENADORES, as quais suavizaram um pouco o projeto, ou seja, o texto do PLC 122 passa ser válido na sua forma brutal e ditatorial original como foi aprovado no ano de 2006 na Câmara, com todas as questões gravíssimas, ilegalidade e inconstitucionalidade já apontadas por diversos juristas e instituições, entre elas a Igreja Evangélica e a CNBB.

Os ativistas do movimento homossexual estão certos de que conseguirão derrubar na Câmara Federal todas as emendas dos senadores.
Em seguida o texto aprovado na Câmara na forma original que foi proposto será enviado para a sanção ou veto presidencial. Esse será o último grande ato do presidente Lula.

O que fazer?

Escreva para todos os senadores alertando-os e pedindo posição contrária ao PLC 122, o projeto de ditadura gay.

Para ter todos os e-mails dos senadores e uma mensagem, siga este link: http://juliosevero.blogspot.com/2009/04/cientista-medica-escreve-aos-senadores.html

Com informações do Blog Zenóbio Fonseca. Para uma explicação jurídica mais detalhada desta movimentação, consulte o Blog do Zenóbio Fonseca.

Fonte: Júlio Severo | Lages Segal (imagem)  ww.ubeblogs.net

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O papel da Igreja na construção da Paz na Cidade


Por Hermes C. Fernandes

"Jerusalém gravemente pecou (...) ela não pensou no seu futuro." Lamentações 1:8-9.

Todos aguardavam ansiosamente o desfecho do cerco promovido pela polícia no Complexo do Alemão. A impressão era que uma significante parcela da população anelava por uma invasão cinematográfica que resultasse na aniquilação dos bandidos lá refugiados. Talvez um banho de sangue semelhante ao ocorrido no Carandirú em 1992, quando 111 presos foram sumariamente mortos pela PM paulistana. Será que isso resolveria de vez a questão da segurança pública no Estado do Rio de Janeiro? Seria este o caminho?

Assisti recentemente a uma entrevista cedida a uma repórter da TV em que um dos traficantes diz que se fossem eliminados, já haveria outros para substituí-los. Portanto, engana-se quem imagina que eliminando os atuais agentes criminosos, o problema terá sido resolvido.

Precisamos, sim, desativar a fábrica de bandidos que atualmente funciona a todo vapor. E isso se dará quando as crianças que crescem nestas comunidades passarem a ser assistidas pelo Estado. Quando estas mesmas crianças tiverem outras referências que não sejam os bandidos, tidos por muitos como verdadeiros Robin Hoods da comunidade.

É triste saber que muitas destas crianças esfarelam o giz usado na escola para que pareçam droga, enquanto brincam de serem traficantes, portando armas de brinquedo.

Ao procurarmos por soluções imediatistas para os problemas da cidade, não estamos incorrendo no mesmo erro de Jerusalém dos tempos de Jeremias?

Ninguém quis dar ouvidos à advertência dos profetas.

- Jerusalém cairá! diziam eles em uníssono. Desde que o povo hebreu entrou na Terra Prometida, os anos sabáticos foram negligenciados. De acordo com a ordem divina, podia-se cultivar a terra por seis anos, mas no sétimo, a terra deveria descansar (Lv.25:3-5).

490 anos se passaram, e a terra continuava sendo cultivada ininterruptamente. Interessante que hoje, milhares de anos depois, a ciência comprova que se a terra não descansar a cada seis colheitas, ela perde a produtividade. Chegara a hora da cobrança. A terra já não suportava mais. E se ela deixasse de produzir, a fome destruiria aquela nação.

Jeremias, em suas Lamentações, afirma que o pecado de Jerusalém foi não pensar no seu futuro. Aquela era uma geração inconseqüente e irresponsável. Nossa sociedade tem incorrido no mesmo erro. Somos uma civilização imediatista. Só pensamos nas necessidades imediatas. Enquanto isso, o futuro está sendo sacrificado no altar das conveniências. Nossos rios estão poluídos. Nosso abastecimento de água potável está ameaçado. Milhares de espécies de animais correm o risco de serem extintas ainda este século. Nosso ar está irremediavelmente comprometido pelos gases tóxicos emitidos pelas chaminés das fábricas. Nossas crianças estão sendo educadas pela babá eletrônica (TV), ou estão soltas na rua, sendo recrutadas pelo tráfico. Definitivamente, não temos pensado em nosso futuro.

Se o que se tem pregado em muitos púlpitos for verdade, não temos com que nos preocupar. Afinal, somos a última geração! Infelizmente, é nisso que a maioria dos cristãos crê em nossos dias. Se continuar nesse ritmo, nossa civilização cairá.

O papel do profeta não é prever, mas prevenir. Não podemos continuar nessa marcha rumo à aniquilação. Algo precisa ser feito. E o primeiro passo é a conscientização acerca do problema e da responsabilidade que temos como sociedade. Um dia a terra vai cobrar! E já está cobrando. A conta é caríssima. Quem vai pagar? As próximas gerações. Em outras palavras, estamos deixando a conta para nossos filhos e netos.

Nossa dívida com a terra já está rolando há muito tempo. São juros sobre juros. O povo de Jerusalém já devia 70 anos sabáticos à sua terra. Em 490 anos, eles jamais atentaram para esse mandamento. Chegara a hora de cumprir a sua parte no trato feito com Deus. Nabudonozor foi o monarca babilônio usado por Deus para remover os judeus de sua terra. Foram exatos 70 anos de exílio, para que a terra recebesse o descanso devido. Setenta anos sem arado, sem semeadura, sem colheita.

Foi Zacarias quem profetizou já no fim do exílio babilônico: “...Toda a terra está tranqüila e descansada. Então disse o anjo do Senhor: Ó Senhor dos Exércitos, até quando não terás compaixão de Jerusalém, e das cidades de Judá, contra as quais estiveste irado estes setenta anos?” (Zc.1:11b-12). O juízo de Deus não se restringe ao aspecto punitivo, mas sempre traz em seu bojo a manifestação da misericórdia de Deus para com a Sua criação.

Quando os judeus chegaram à Babilônia, muitos profetas se levantaram para consolar seus patrícios, afirmando que seu cativeiro duraria pouquíssimo tempo. Porém Deus levantou Jeremias pra garantir àquela gente, que seu cativeiro duraria pelo menos por duas gerações. Não adiantaria murmurar, reclamar, ou promover algum tipo de levante contra aquela situação. Sua terra precisaria de um descanso de 70 anos.

Destoando completamente de seus colegas, Jeremias diz:
“Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, a todos os que foram transportados, que eu fiz transportar de Jerusalém para Babilônia: Edificai casas, e habitai nelas; plantai pomares, e comei o seu fruto. Tomai mulheres, e gerai filhos e filhas; tomai mulheres para os vossos filhos, e dai as vossas filhas a maridos, para que tenham filhos e filhas. Multiplicai-vos, e não vos diminuais”. Jeremias 29:4-6
Em outras palavras, era hora de desfazer as malas, e programar-se para o futuro. Nada de alienação, nem falsas esperanças. Ali era seu novo lar. Em vez de lamentar-se a vida inteira, eles deveriam edificar, plantar, comer, construir relacionamentos, criar filhos e etc.

Jeremias prossegue: “Procurai a paz e a prosperidade da cidade, para onde vos fiz transportar. Orai por ela ao Senhor, porque se ela prosperar vós também prosperais”. Jeremias 29:7

Quem disse que nossa prosperidade independe da realidade social na qual estamos inseridos? É claro que Deus é poderoso o suficiente pra nos fazer prosperar a despeito da crise econômica em que nosso país esteja mergulhado. Entretanto, em Sua sabedoria, Deus nos permite passar pelas mesmas situações e adversidades que os demais. Salomão reconhece isso ao declarar: “Tudo sucede igualmente a todos; o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao mau, ao puro e ao impuro” (Ecl.9:2). Ninguém está imune às adversidades desta vida. Portanto, em vez de buscar nosso bem-estar particular, devemos buscar incessantemente o bem-estar de todos à nossa volta. Se nosso país prospera, nós também prosperamos. Se ele sofre, nós também sofremos.

Não consigo entender a indiferença de muitos cristãos para com as questões sociais e ambientais. Parecem pessoas de outro mundo. Todos somos igualmente vítimas dos maus tratos sofridos pelo meio-ambiente. Todos somos vítimas das injustiças sociais. Todos somos vítimas da violência urbana.

A alienação constatada no meio cristão é fruto de uma mensagem desequilibrada, que leva as pessoas a acreditarem que esse mundo não tem jeito, e que a única coisa a fazer é esperar pelo dia em que seremos arrebatados ao céu.

Pregadores e teólogos regem o coro que diz: quanto pior, melhor. Para eles, isso aceleraria a volta de Jesus. Para eles, simplesmente não há futuro. Pelo menos, não nesta terra. Por isso, os crentes parecem estar sempre de “malas prontas” pra partir daqui. Eles são constantemente alertados: Vivam hoje, como se fosse o último dia. Até que ponto, esse tipo de postura não faz de nós um povo alienado?

Ora, se somos a última geração, por que deveríamos nos preocupar com questões como a camada de ozônio, a emissão de gases tóxicos, a má distribuição de renda, e outras questões igualmente pertinentes.

Geralmente, os crentes estão mais preocupados com questões de cunho moral, tais como o aborto, o homossexualismo, a liberação das drogas e etc. Não que estas questões não tenham seu grau de importância. Mas o fato é que estamos coando mosquitos, e engolindo camelos o tempo inteiro. Quando Cristo vier, Ele certamente deseja encontrar uma igreja militante, de mangas arregaçadas, trabalhando pela transformação do mundo. Infelizmente, o que vemos hoje, é uma igreja apática, alienada, gnóstica, e descomprometida com a agenda do Reino de Deus.
 
Se não precisássemos nos preocupar com aquilo que ocorre em nosso mundo, como se isso não nos afetasse, Paulo jamais nos teria admoestado:
“Exorto, pois, antes de tudo, que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens, pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e sossegada, em toda piedade e honestidade.” 1 Timóteo 2:1-2.
Leis que são votadas na surdina no Congresso Nacional, afetam em cheio o nosso cotidiano. Não podemos mais fingir que está tudo bem, nem dar ouvidos aos profetas da comodidade. O mundo não está acabando! Há futuro para a humanidade.

Veja o que a boca do Senhor diz:
“Pois eu sei os planos que tenho para vós, diz o Senhor, planos de paz, e não de mal, para vos dar uma esperança e um futuro.” Jeremias 29:11.
Ora, se há futuro para nós, temos que agir hoje, como se fosse o primeiro dia do resto de nossas vidas.

Temos que pensar naqueles que nos sucederão. Quando ouço alguns pastores afirmando que o mundo está caminhando para um fim iminente e trágico, tenho vontade de perguntar qual a razão de a maioria deles parecer tão preocupada em construir templos suntuosos. Se não há futuro, não há razão pra construir nada. Cruzemos os braços, e aguardemos o pior. Mas se há futuro, arregacemos as mangas, e mãos à obra! E lembremo-nos de que, não é a Terra que será destruída, e sim, aqueles que a destroem (Ap.11:18).

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Centenário da Chegada dos Pioneiros

O dia 19 de novembro de 1910 é um marco da ação de Deus em Belém do Pará e no Brasil. Naquele dia, provenientes dos Estados Unidos no navio a vapor Clement, os suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg desembarcaram em Belém, na Escadinha da Estação das Docas, em obediência a uma expressa chamada de Deus. Eles não sabiam falar a língua pátria, não tinham dinheiro, não podiam contar com amigos nem instituições de apoio; em suma, não tinham nenhuma garantia. Mas, com a ajuda de Deus, lançaram as bases do maior Movimento Pentecostal do mundo e fundaram, em Belém, a Igreja-mãe das Assembleias de Deus no Brasil.

Na ultima sexta-feira, dia 19, às 17h, todos os assembleianos estiveram irmanados na comemoração do Centenário da Chegada de Gunnar Vingren e Daniel Berg ao Brasil, no mesmo lugar onde os pioneiros desembarcaram.

Gunnar Vingren, no livro Diário do Pioneiro, assim descreve a chegada: “Quatorze dias após havermos saído de Nova Iorque, chegamos ao Pará. Era o dia 19 de novembro de 1910. O navio ficou fora do porto, e uma pequena embarcação nos transportou até o cais. (...) Quando desembarcamos, não havia ninguém para nos receber, mas acompanhamos as pessoas que iam para a cidade e confiamos que o Senhor iria nos guiar. (...) Chegamos a um parque e nos sentamos em um banco. Oramos a Deus, pedindo a sua ajuda e direção.”

Daniel Berg, no seu livro de memórias Enviado por Deus, assim relata: “No dia 19 de novembro de 1910, avistamos a cidade de Belém, no Estado do Pará. Estávamos ansiosos por conhecer a terra para a qual o Senhor nos enviara. Todos os passageiros tinham pressa em desembarcar. Parentes e amigos os esperavam no cais. Porém nós não tínhamos ninguém. (...) E começamos a andar até alcançarmos o jardim de uma praça. Sentamo-nos em um banco e oramos ao Senhor para que nos mostrasse o caminho que devíamos seguir. Começava a escurecer.”

Gunnar Vingren morreu cedo, em 1932, e não pôde presenciar a fase maior do crescimento da obra. Daniel Berg, porém, participou das festividades dos cinquenta anos da Assembleia de Deus no Brasil, o Jubileu de Ouro, e vivenciou boa parte de sua expansão.

O que ambos não podiam jamais imaginar era que, começando no Norte do Brasil, nasceria o Movimento Pentecostal que não somente alcançaria todos os rincões dessa grande nação, mas também se expandiria para todos os continentes e alcançaria quase todos os países do globo.

Qual é a razão desse sucesso? Como conseguiram lançar as bases de um movimento que cresce a cada dia?

Penso que os pioneiros Gunnar Vingren e Daniel Berg entenderam, como poucos, o chamado de Jesus a todos os crentes: “Ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mt 28.19-20).

Eles certamente entenderam que Jesus não os mandou criar estruturas pesadas e inoperantes, tampouco subscreveu complicadas estratégias de administração. Assim, a estratégia desses pioneiros era a mesma propugnada por Jesus, de modo que a Assembleia de Deus foi criada e cresceu sob a égide de uma só planificação: ide e fazei discípulos, no poder do Espírito Santo.

Os pioneiros vieram porque foram enviados por Deus, dependendo unicamente do Seu poder, como está escrito: “Recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santos, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”, o que também incluiu Belém do Pará.

Daniel Berg e Gunnar Vingren, mesmo sem as mínimas condições de amparo humano e sem depender de nenhuma proficiência curricular, obedeceram, vieram, trabalharam arduamente, pregaram no poder do Espírito, fizeram discípulos, organizaram igrejas... e cá estamos nós comemorando o Centenário da Chegada desses pioneiros em nossa cidade.

Ao contemplar as conquistas que hoje desfruta a Assembleia de Deus no Brasil, meditando nas dificuldades enfrentadas por aqueles dois heróis pioneiros e por tantos outros que seguiram os seus passos, sentimos uma alegria indizível e temos todos os motivos para nos gloriarmos unicamente no Senhor. Podemos dizer como o profeta Samuel: “Até aqui nos ajudou o Senhor”.

Esse é um momento singular da nossa história. (...) e vamos juntos agradecer a Deus pelo Seu grande amor.

Samuel Câmara - Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
Confira os artigos do Pastor Samuel Câmara, todas as semanas no jornal "O Liberal" -http://www.oliberal.com.br/

domingo, 14 de novembro de 2010

Reformar o quê?

Dia 31 de outubro foi o aniversário da Reforma Protestante. Há exatos 493 anos Martinho Lutero, um monge agostiniano alemão, com o intuito de resgatar o cristianismo bíblico, anexou 95 teses à porta da catedral de Wittenberg. Seu desejo de levar a igreja de seus dias à prática de uma espiritualidade sadia mudou o rumo da história cristã como nenhum outro evento desde o pentecostes.

Desde então, tem sido falado sobre a necessidade de vivermos novas reformas internas. A percepção de que a casa precisa ser arrumada parece acompanhar as gerações desde o nascimento do protestantismo. Na ala reformada do movimento surgiu, inclusive, o lema ‘Igreja Reformada, sempre reformando’.

Penso, às vezes, que tal discurso parece ter tomado vida e aprendido a caminhar com suas próprias pernas. Em todo lugar se fala sobre a necessidade de uma nova reforma; inclusive por gente que nem sabe o que a Reforma significou. A estes, tenho vontade de perguntar: reformar o que?

Só se reforma algo diante do reconhecimento da necessidade de mudanças. Só se reforma direito caso se saiba as razões pelas quais as mudanças são necessárias. A questão não é apenas mudar; é saber de onde sair e para onde ir! Quando fez o que fez, Lutero sabia de onde partia e onde almejava chegar. E isso fez com que sua luta – mesmo superando suas expectativas – marcasse a história do Cristianismo de forma tão dramática.


           Que precisamos continuar nos reformando todos sabemos. Resta-nos sabermos de onde queremos sair e em que lugar pretendemos chegar. Reforma não acontece sem reflexão; ferramenta indispensável para que qualquer mudança valha à pena.

Rodrygo Gonçalves

domingo, 7 de novembro de 2010

Uma escolha necessária

Nas plagas amazônicas, conta-se que há formigas que escravizam as outras, numa flagrante metáfora do dilema do comportamento humano. Periodicamente, centenas dessas formigas marcham para fora de seu ninho à captura de colônias de formigas mais fracas. Após dizimarem a colônia, carregam os casulos contendo as larvas das operárias. Esses “bebês” raptados crescem achando que são parte da família e dedicam-se às tarefas para as quais foram criados, sem jamais terem a menor noção de que são vítimas do trabalho forçado imposto pelo inimigo.

O que há de metaforicamente emblemático na vida humana, em comparação com o exemplo dessas formigas, é que nós também já nascemos prisioneiros. Embora de certa forma nasçamos livres (posto que ninguém nos escraviza), todos nascemos com a marca de “servo”.

É bem verdade que todos nós passamos por épocas na vida em que gostaríamos de ter feito o que quiséssemos. Desejamos acabar com certas circunstâncias que nos restringiam, nos insurgimos contra limites que cercearam a nossa vontade. Mas o fato é que a liberdade total e a independência completa nunca foram, e jamais serão, opções para nós. A Bíblia é clara em afirmar que somos servos por natureza, mesmo quando não nos damos conta disso.

Certa ocasião, Jesus estava instruindo os judeus que haviam crido Nele, tendo-os orientado a seguir as suas palavras para que fossem seus discípulos. Se eles fizessem isso, teriam o próprio conhecimento da verdade que os libertaria. Eles retrucaram dizendo-lhe que eram descendência de Abraão e que jamais foram escravos de alguém. Como, então, dizia que seriam livres?

Nesse ponto, replicou-lhes Jesus: “Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8.34).

O que está implícito na mensagem de Jesus é que não somos pecadores porque cometemos pecados, mas pecamos porque somos pecadores. O pecado já está em nós, nascemos com ele. Essa é a marca de “servo” que carregamos a partir do nascimento.

O apóstolo Paulo disse: “Todos pecaram”. E mais: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5.12). Pela desobediência de um só (no caso, de Adão, o primeiro homem) todos se tornaram pecadores.

A apóstolo João afirmou: Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós (1 Jo 1.8). Normalmente o que se vê é que boa parte dos “bons cristãos” não se sente incluída nessa categoria. Ninguém quer ser tachado de “pecador”, muito pelo contrário. Quando confrontados com essa realidade, não poucos se saem com afirmações desse tipo: “Jamais roubei, nunca matei, não traio, só faço o bem”.

A verdade bíblica é que há um Deus Santo e Justo nos céus, e sem a ajuda de quem realmente pode fazer diferença, não iremos sair dessa ilesos. Por quê? Porque todos, sem nenhuma exceção, somos culpados e permanecemos condenados diante de Deus. Todos estamos sob a pena da morte espiritual, que é a eterna separação de Deus; e ainda mais, somos todos incapazes de lavarmos nossa própria culpa. (Rm 3.19,20; Jo 3.18,36; Ef 2.5)

Esta breve descrição de quem são os pecadores apresenta a necessidade urgente de uma solução satisfatória, algo que seja transformador em nossas vidas. A típica solução humana é tentar certificar-se de que as boas obras superem as más, esperando receber a partir daí a aprovação de Deus.

Mas a única e suficiente solução é a que vem por intermédio de Jesus Cristo, que fez a boa obra definitiva em nosso favor – Ele morreu pelos nossos pecados. Quem serve a Jesus é totalmente liberto das amarras do pecado. Agora precisamos fazer uma escolha: aceitar ou rejeitar a solução.

São as más notícias do pecado e suas consequências que fazem o evangelho de Jesus ser as “boas novas”. Porque é para os pecadores somente. Mas cada um tem de fazer a sua própria escolha.

Há muito tempo, o general Josué desafiou o povo de Israel a que tomasse uma decisão: se iria servir ao Senhor ou aos outros deuses. Ele tomou a sua decisão: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15). A sua liberdade era relativa ao fato de que tinha de fazer uma escolha.

É assim também conosco. Somos todos servos. Nossa decisão, como apontada acima, não é se vamos servir, mas a quem vamos servir.

Assim como Josué, eu também escolhi servir ao Senhor! E você, qual é a sua escolha?

Samuel Câmara - Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
Confira os artigos do Pastor Samuel Câmara, todas as semanas no jornal "O Liberal" -http://www.oliberal.com.br/

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A marginalidade de Jesus


Roberta Lima


Muito se fala da santidade, genialidade, amor, carisma, milagres, liderança, ensino e diversas facetas que expressam a pessoa de Cristo, mas sinceramente pouco ouço falar da marginalidade de Jesus.
Parece até conflitante falar de Jesus e associarmos a palavra marginal ao mesmo, mas não há nenhuma conotação ofensiva nisto, pois se bem analisarmos os fatos: Jesus foi um marginal de sua época.

Antes de você me chamar de herege ou me xingar, acompanhe o raciocínio...

Jesus era um homem simples, de uma profissão simples [até ouso fazer o paralelo com um operário padrão de nossos tempos], morava na Galiléia, considerada uma cidade que não produzia expoentes divinos [João 7:52] e pertencia a um povo subjugado pelo Império Romano, sendo que sua nação estava bem distante do pulsante coração econômico da época.

Creio que esses fatores, por si mesmos, já colocariam Jesus à margem do mundo de sua época, mas o mesmo foi além e também se colocou à margem da religião de sua época...Parece até mesmo um contra-senso mas o filho de Deus era marginalizado pela religião.

Prova mais do que cabal de que religião e Deus realmente não devem se misturar, eu sei, é um paradoxo daqueles difíceis de serem digeridos por nossas mentes muitas vezes totalmente formatadas pela tradição religiosa.

Mas voltemos à marginalidade de Jesus...me salta aos olhos o seguinte trecho do evangelho de Lucas:

“Muitas vezes vinham cobradores de impostos (gente desonesta) e outras pessoas de má fama para ouvir os sermões de Jesus; com isso começaram diversas queixas dos líderes religiosos e dos estudiosos da lei judaica, porque Ele estava fazendo amizade com aquela gente baixa – e até comendo com eles.”
Lc 15: 1-2 [Biblia Viva]

Aos olhos dos religiosos da época era inadmissível a relação de Jesus com a “ralé” da sociedade, ter amizade e comer com pessoas desonestas, baixas e de má fama era algo surreal para as mentes farisaícas e legalistas de plantão.

Há outros trechos na bíblia que falam que o mesmo foi chamado de glutão, beberrão, amigo de pecadores [Lucas 7:34], enfim, meu querido Jesus não era portador de boa fama, escolheu frequentar a margem da sociedade, escolheu o caminho longe do academicismo, longe do clericalismo, longe dos holofotes, longe das classes abastadas na maior parte do tempo.

É tão interessante mas o filho de Deus, o Messias prometido, não veio travestido de vestes religiosas, comportamento tradicional ou amizades seletas. Algo que nossa mente engessada pela religiosidade muitas vezes não consegue vislumbrar, mas que é plenamente explicada pelas palavras de Paulo quando o mesmo diz aos coríntios que Deus escolheu as coisas loucas desse mundo para confundir as sábias, Deus escolheu as coisas fracas desse mundo para confundir as fortes e Deus escolheu as coisas vis, desprezíveis e as que NÃO SÃO para confundir aquelas que são...quer algo mais marginal do que essa passagem das escrituras? [1 Coríntios 1:27-28]

Ao pensar em tudo isso e olhar para a igreja, me pergunto: que caminhos temos trilhado? Onde está a marginalidade do povo que se auto-intitula como de Deus?

O mais comum é ouvir sermões que mais parecem discursos de auto-ajuda e que prezam pela formatação com o sistema de valores reinante, no qual o TER vem sempre antes do SER.

O mínimo que consigo concluir após tudo isso é: revisemos a rota, os rumos...busquemos a margem! Não nos importemos com nossas posições, qualificações e até mesmo convicções pessoais, mas busquemos aquilo que o Mestre buscava: os pequeninos, os esquecidos e marginalizados para que também possamos ouvir Dele naquele dia: tive fome e me deste de comer, estava preso e foste ver-me, estava nu e me vestiste, estive com sede e me deste de beber [Mateus 25:35-36].

Frisando que nem sempre a sede será de água, a fome de pão, a nudez de roupas e a prisão de algemas...eis um desafio!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Os 7 Montes da Sociedade.


Trata-se de uma visão de reestruturação da sociedade por meio de um projeto chamado os “7 Montes”. Esse projeto tem por objetivo contribuir para o crescimento do Reino de Deus nos distintos segmentos da sociedade. Entendendo que Deus, por meio de Jesus, comissionou a cada um de seus filhos para discípular as nações. E isso não se restringe à salvação recebida pela graça por meio do sacrifício de Cristo. A mensagem bíblica completa é uma visão de mundo, uma visão de vida, a fim de explicar toda a realidade. A resposta cristã surge quando se vive a verdade de Cristo em cada aspecto e segmento da vida. E é nesse pensamento que se insere a visão dos Sete Montes. Um ideal que surgiu e foi construído em 1975, quando Bill Bright, da Cruzada Estudantil, e Loren Cunnigham, da Juventude com uma Missão (JOCUM), se encontraram. Deus concedeu a cada um deles uma mensagem para compartilhar mutuamente, baseada no fato de que “a cultura está estabelecida sobre os sete montes da sociedade, os modeladores de mentalidade, ou formadores de opinião”, sendo eles:

1. Artes; Entretenimento;

2. Mídia; Comunicação;

3. Governo; Política;

4. Economia; Negócios;

5. Educação; Ciência;

6. Família;

7. Igreja; Religião;

O projeto nasceu nos Estados Unidos da América e foi no final dos anos 90 que esta visão tomou força, com distintos movimentos que tinham como propósito fundamental cumprir a missão de transformar a sociedade por meio da atuação dos filhos de Deus. Uma visão que busca que a Igreja possa ser sal e luz entre as nações. Que a Igreja se levante como um referencial dentro dessas áreas que são os sete pilares, entre os quais atuam os formadores de opinião, onde a sociedade se encontra alicerçada.Em Isaías 2.2-3 está escrito: “E acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do Senhor no cume dos montes, e se elevará por cima dos outeiros, e concorrerão a ele todas as nações. E irão muitos povos, e dirão: Vinde, subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor”. Nos últimos dias o monte da casa do Senhor se levantará sobre os demais montes e entre eles fluirá a vida de Deus. Ide a cada uma dessas áreas e seja sal e luz. Você será equipado para ser um agente de transformação em sua área de atuação.

Como eu posso atuar neles?A atuação nos “7 Montes” é de maneira simplificada expressar a glória de Deus onde quer que você exerça qualquer tipo de função. Ou, se você é um economista, um pedagogo, um pintor, um cantor, um cientista, que Deus seja o centro de tudo aquilo que você desenvolver em sua área de atuação. Que o Senhor seja resplandecido, assim como os Seus ensinamentos em tudo aquilo que você faça.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Igrejas enfermas, pastores doentes.



Como pastor, li e reli a respeito do problema da igreja, que é sua enfermidade crônica. Sabemos que as pessoas que não têm mais compromisso com a igreja local, e sim uma relação de causa-e-efeito com a igreja, ou melhor, como disse Antônio G. Mendonça em Introdução ao Protestantismo no Brasil, uma mentalidade mercantilista, com igrejas se tornando agências de cura divina, tem se tornado, infelizmente, maioria em nossos arraiais.

Em certa igreja, onde um amigo meu pastoreava, ele solicitou a revisão do seu sustento junto aos presbíteros. A resposta dada foi: em qualquer empresa, quando o funcionário não dá resultados, é demitido…, e a reunião de seu conselho foi todo neste clima difícil.

Em uma outra igreja, a pressão da liderança sobre o pastor foi tanta que sua esposa praticamente surtou. Um presbítero perguntou ao pastor a razão de ela faltar aos trabalhos da igreja, e logo emendou: se vira, afinal, ela é esposa de pastor!

Mas será que nós, pastores, também não estamos enfermos?

Como estamos em nossas reuniões administrativas denominacionais? O que nos motiva a ir a tais reuniões? Os assuntos tratados são realmente relevantes à vida das igrejas locais? Como está nossa relação com o poder? Já vi certas movimentações de bastidores que me enojaram, pois era de se esperar isto no mundo (termo em desuso), mas não no meio de pessoas que proclamam a Palavra domingo após domingo.

Tratamos de punir aqueles que não apresentam relatório estatístico satisfatório, mas não nos importamos com o pecado da cobiça, da ganância e da vida sem ética de muitos colegas, que, para subir ao topo, passam por cima de outros. Nos exames de candidatos ao ministério, perguntamos se a pessoa conhece a constituição, os cinco pontos do calvinismo, se crê na predestinação, se conhece nuances teológicas, mas nem sempre nos importamos em saber se tal candidato tem um relacionamento saudável com Deus, com sua família, com sua igreja e consigo mesmo. No desfile de pavões que se tornaram muitas destas reuniões, discorre-se bastante sobre minúcias da teologia, mas não há palavra sobre a fonte da teologia, que, a rigor, é Deus, mas que tem se deslocado para simplesmente assunto da teologia, uma vez que as teologias ensinadas hoje em dia estão se tornando cada vez mais humanistas. Não há uma preocupação com a vida dos pastores e líderes que sofrem por nem sempre poderem expor seus corações sem medo de zombaria. Enfim, tristemente, nos tornamos autômatos em uma linha de produção empresarial.

Eugene Peterson, em Um pastor segundo o coração de Deus, diz que os pastores pecam, pois fogem de sua vocação primordial. Esquecem-se que são chamados para andarem junto ao povo, e, em vez disso, se tornam gerentes nesta estrutura empresarial em que nos tornamos. Somos mais pessoa jurídica do que Corpo vivo de Cristo.

Os pastores estamos enfermos. A igreja está enferma. A estrutura está carcomida. O que faremos? Creio que é hora de uma retomada, um retorno, ou, para usarmos um termo teológico, uma conversão, através do arrependimento e da fé. Arrependimento do nosso procedimento (pastores, líderes, igreja, sistema) e fé nAquele que um dia nos chamou e tem nos auxiliado, embora O esqueçamos. Acho que assim estaremos livres da enfermidade que nos assola.
Rev. Digão