Miss. Rodrygo Gonçalves

Vejam, o Senhor, o seu Deus, põe diante de vocês esta terra. Entrem na terra e tomem posse dela, conforme o Senhor, o Deus dos seus antepassados, lhes disse. Não tenham medo nem desanimem. Dt 1:21

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Pastores de ovelhas x administradores de empresas

Meu objetivo com esse tema não é o de criar um debate, mas quero fazer algumas observações quando ao que está acontecendo em nosso Brasil. Principalmente quando se trata do rebanho do Senhor e daqueles que foram chamados para cuidar das ovelhas do mestre.

Alguns dias atrás, visitando algumas comunidades do orkut deparei-me com a comunidade do pastor Ciro Sanches, um sábio escritor que vem se destacando em blog pelo seu desempenho como ministro do evangelho e escritor. Nesse blog um visitante comentou algo sobre pastores leigos, que sem o conhecimento necessário estão por esse nosso Brasil pastoreando muitas igrejas, alguns até, eu entendo, que se fazem necessários devido a regiões sem escolas, porém outros usam o título de pastor devido a divisões eclesiásticas, alguns se auto-consagram e por uma interpretação errônea das escrituras propagam ensinamentos que hermeneuticamente fogem das verdades bíblicas.

Porém o que desejo tratar aqui não é isso, mas de um assunto que se tem alarmado nesses últimos dias, onde muitos líderes estão consagrando seus membros a pastores, mesmo sem terem nenhuma chamada ou quando têm, é para outro ofício.Pessoas que têm um diploma de teologia, porque têm um ótimo relacionamento social e eclesiástico já estão sendo consagradas, não por chamada, mas por posições social e acadêmica.

Concordo plenamente que uma pessoa que freqüentou um seminário por três ou quatro anos tem capacidade para exercer cargos em uma igreja, até porque estudou para isso, porém para ser um Pastor é necessário uma chamada divina e não um canudo acadêmico.

Nossas igrejas hoje estão mais sofisticadas, temos ótimos professores de escola dominical que estão muito bem preparados para ensinar; temos pessoas na igreja com ótima capacidade de comunicarem-se que se apresentam impecáveis, com seus ternos belos e caros , com voz bem modulada, movimentos ensaiados, ótimos comunicadores que usam com perfeição o rádio e a televisão. Tudo isso é muito bom, e necessário para a igreja do século XXI, porém ainda falta alguma coisa.

Nossos púlpitos não precisam somente de intelectuais, mas de Pastores que amem as ovelhas, que se importem com elas, que se preocupem em alimentá-las com a genuína palavra de Deus, que façam visitas não somente aos empresários ou aqueles que dão um dízimo alto, mas também ao mais pobre que muitas das vezes não tem oferta para dar, mas que nas madrugadas está lá no seu quartinho de joelhos humildemente orando pelo seu pastor e sua família.

O grito das ovelhas é por Pastores, mas a liderança que temos hoje, ou melhor, o modelo de líderes que temos buscado, não está satisfazendo os anseios das almas das ovelhas de Jesus Cristo. Temos tecnologia, bom administradores, bons professores, excelentes gerentes que tocam a igreja, mas muito pouco Pastores.

Nossas igrejas estão se transformando em empresas e nossos pastores em administradores, que quando estão perdendo as almas (clientes), não estão indo atrás e nem fazendo visitas, mas apenas trazendo inovações para atrair os crentes novamente ao seio da igreja, o problema é que esses métodos (promoções) são falsificados ou importados dos EUA.

Isso quando não se fazem grandes congressos com nomes de pessoas que entraram para o evangelho, porém o evangelho ainda não penetrou nelas. Pessoas que tiraram a glória que pertence a Cristo e a transferiram para elas, os famosos "gospel stars", que cobram fortunas para pregar e cantar, mas que estão com a vida totalmente torta. Pregadores que convidam as pessoas para aceitarem Jesus, quando são elas que deveriam descer do púlpito para aceitar Jesus de novo.


Muitos “pastores” - se é que os posso chamar assim - sabem da arrogância e da carnalidade que esses "gospel stars" estão vivendo, mas os convida para ocupar púlpitos que deveriam ser usados somente por aqueles que tem uma vida reta com Deus. Não estão interessados na vida espiritual das ovelhas, mas sim na lã que elas oferecem. Enchem igrejas (quantidade), com essas inovações, que irresponsavelmente estão trazendo pensando que elas sejam de Deus, porém com isso estão diminuindo o mover do Espírito Santo (qualidade) que deveria ser o ponto de referência dessas igrejas.Precisamos de Pastores que cuidem de ovelhas e não de "pastores" administradores de empresas.

Paulo Cézar de Lima - Assembléia de Deus –Itararé SP


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Pastores, deixem de sufocar a igreja

“Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte anunciando a palavra.” Atos 8:4

Um organismo precisa respirar para continuar vivo. A respiração é um movimento de mão dupla. Inspiramos e aspiramos. O ar entra por nossas narinas, atravessa nossa traquéia, e enche nossos pulmões, para depois ser devolvido à atmosfera.

Tente manter o ar preso em seus pulmões por alguns segundos. Você vai ficando vermelho, seus olhos começam a lacrimejar, até que você não agüenta mais e solta o ar.

Não é simplesmente do ar que necessitamos, mas da entrada e saída ininterrupta deste ar. Sem ar pra respirar, morremos. E prendendo o mesmo ar dentro de nós, também morremos.

A igreja de Cristo é um organismo vivo que também necessita respirar.

Em Seu discurso de despedida, Jesus garantiu aos Seus discípulos que lhes enviaria o Espírito Santo a fim de fossem capacitados sobrenaturalmente a dar testemunho do Evangelho:

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra” (At.1:8).

A palavra traduzida neste texto por ‘poder’ é dinamus, que dá origem a alguns vocábulos em português, como dinamismo, dinâmica e até dinamite. Dinamus significa poder em movimento.

O Espírito Santo não apenas capacitaria os discípulos a testemunhar, como também os levaria a lugares e circunstâncias jamais imaginadas por eles, para que cumprissem a sua missão.

O mesmo Espírito que nos atrai a Cristo, nos transforma, também nos envia ao mundo.

Narrando sua experiência de conversão perante o rei Agripa, Paulo diz que Jesus se lhe apareceu, dizendo: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Agora levanta-te e põe-te em pé. Eu te apareci por isto, para te fazer ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda. Eu te livrarei deste povo, e dos gentios, a quem agora te envio, para lhes abrir os olhos, e das trevas os converter à luz...” (At.26:15b-18a).

Observe que a comissão de Paulo se deu no exato momento de sua conversão.

O dinamus do Espírito exerce na igreja uma força centrípeta e centrífuga. Ele atrai, transforma e imediatamente envia.

Não há intervalo! Todos os que são chamados, são também enviados.

Quando o endemoninhado gadareno se viu livre de sua possessão, quis deixar tudo para seguir a Jesus, mas recebeu d’Ele outra ordem: “Volta para casa e conta quão grandes coisas Deus fez por ti” (Lc.8:39a).

No reino de Deus tudo é muito prático. Porém, quando a igreja se institucionalizou, tratou de burocratizar o que antes era promovido pela dinâmica do Espírito.

Quanto tempo de preparo precisou a mulher samaritana para atrair toda uma cidade a Cristo? Foi só o tempo de deixar seu cântaro, ir à cidade e anunciar ao seu povo: “Vinde, vede um homem que me disse tudo o que tenho feito. Poderia ser este o Cristo?” (Jo.4:29). Mesmo sabendo que Jesus era o Cristo, ela preferiu instigar aquele povo à curiosidade. Em vez de apresentar uma contundente resposta, ela instigou-os a questionar.

E aqui nos deparamos com uma importante questão: será que para testemunhar do amor de Cristo temos que esperar até que todas as nossas questões sejam respondidas?

Precisamos desburocratizar e dinamizar o processo de evangelização com urgência.

Ninguém necessita de um mestrado em teologia para anunciar aos seus amigos e familiares quão grandes coisas fez o Senhor em sua vida.

Não temos o direito de impedir o trânsito pelas portas do reino de Deus. Muitos agem como os fariseus e religiosos contemporâneos de Jesus, que se punham à porta, não entravam e não deixavam ninguém entrar. E quando alguém demonstra desejo de sair testemunhando do amor de Deus, tratam de jogar-lhe um balde de água fria.

A estes, diz o Senhor: “Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Fechais o reino dos céus aos homens. Vós mesmos não entrais, nem deixais entrar aos que estão entrando” (Mt.23:13).

Temos que manter o trânsito livre, e para isso, o caminho tem que está desobstruído.

Veja o que Jesus disse sobre isso:

“Eu sou a porta. Todo aquele que entrar por mim, salvar-se-á. Entrará e sairá, e achará pastagens” (Jo.10:9).

Há um detalhe neste verso que tem passado despercebido. O caminho para o Reino é uma via de mão dupla. Quem entra, tem que sair. E o mais surpreendente é que só depois de sair que se acha pastagens.

As pastagens não estão do lado de dentro da cidade, mas lá fora, entre os vales e montanhas da realidade social e cultural na qual peregrinamos.

Muitos acham que vão encontrar tais pastagens do lado de dentro da igreja. Por isso, entram, e não querem mais sair. Ficam viciados em igreja.

Assim como ar que respiramos tem que ser devolvido à atmosfera, temos que devolver ao mundo as pessoas que entram na igreja. Por favor, não se escandalize ainda. Continue sua leitura, e veja se o que digo não faz sentido.

Qualquer espiritualidade que não nos devolva à realidade é maléfica e alucinógena.

Se não concorda comigo, tente concordar com Cristo, que em Sua prece sacerdotal, rogou ao Pai:

“Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo” (Jo.17:15-18).

Não se trata de uma questão facultativa. Fomos chamados, santificados e enviados ao mundo. Os pés formosos de que diz a Escritura, são os que estão enlameados pelo chão da vida.

Cuidado pra não confundir santificação com alienação.

A igreja não pode ser uma redoma para os seus membros. Ela tem que ser um liquidificador. Experimente colocar várias frutas em seu liquidificador. Ao ligá-lo, elas serão processadas e se tornarão numa deliciosa vitamina. A hélice do eletrodoméstico exerce a força centrípeta e centrífuga. Ela atrai as frutas para si, processando-as ao mesmo tempo em que as empurra para fora. É isso que o Espírito Santo almeja fazer na igreja.

O mesmo Cristo que diz ‘vinde’, também diz ‘ide’. E não há intervalo. A gente já vem indo, e já vai vindo.

Em vez de despendermos energia e dinheiro numa mirabolante estratégia de evangelismo (ou seria de marketing?), que tal abrir a porteira do aprisco, permitindo que as pessoas transitem normalmente pelo mundo, testemunhando o que Deus fizera em suas vidas? Haveria estratégia melhor e mais eficiente do que esta?

Elas não precisam esperar por um "ide" personalizado, vindo direto dos lábios de Cristo para elas. Não!

A bem da verdade, todos que viemos a Ele, já fomos liberados por Ele para ir. Já estamos no Caminho, indo e vindo no constante fluxo e refluxo da vida.

No texto original, Jesus não disse "ide", num tom imperativo, mas disse "indo", numa espécie de gerúndio existencial. O texto diz: "Indo por todo mundo, pregai o evangelho...". Queiramos ou não, já estamos na chuva, e quem está na chuva é pra se molhar.

O vinde é personalizado, mas o ide (ou indo) é generalizado.

Alguém poderá perguntar: E quanto aos riscos? Como enviar ao mundo pessoas despreparadas para testemunhar? Não seria melhor segurá-las o máximo de tempo possível, até que se vejam prontas?

Concordo. O risco não pode ser ignorado. Porém, vale a pena corrê-lo.

Jesus não ignorou os riscos ao enviar Seus discípulos ao mundo. Confira o que Ele diz:
“Ide. Eu vos envio como cordeiros ao meio de lobos” (Lc.10:3).

Neste texto em particular, o ide foi imperativo.

O que atenua os riscos é o fato de que o pastor das ovelhas vai à frente do seu rebanho.
“Mas aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este o porteiro abre, as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas, e as leva para fora. Quando tira para fora todas as ovelhas que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não reconhecem a voz dos estranhos” (Jo. 10:2-5).

Será lá fora, no mundão, que as ovelhas de Jesus terão suas maiores experiências com Ele. O mundo será o cenário por onde Ele as conduzirá aos pastos verdejantes, às águas tranqüilas. E mesmo quando passarem pelo vale da sombra da morte, não terão o que temer, pois Seu cajado e Sua vara as protegerão.

O que a igreja deveria fazer é procurar levar as pessoas a uma intimidade tal com o Bom Pastor, que elas jamais confundam Sua voz com a voz do estranho. Em outras palavras, temos que aprender a discernir a voz de Deus no mundo. Seja no ambiente profissional, acadêmico, familiar, ou mesmo nos corredores do poder político, será a Sua voz que guiará a nossa consciência, e, por conseguinte, as nossas atitudes.

Portanto, já está na hora de liberarmos as ovelhas do Senhor para que cumpram sua missão de transformação do mundo.

Abramos a porteira, e deixemos o trânsito livre, pra que entrem e saiam, e assim, encontrem pastagem para as suas almas.

Não há motivo pra insegurança. Quem de fato é do Senhor, jamais abandonará seu redil. 
Hermes Fernendes

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Loucos Por Jesus

Existe louco pra tudo, existem loucos por carros, futebol, pessoas, jogos, orkut, videos, pela globo, músicas, msn, dinheiro, filmes, etc.
"De louco todo mundo tem muito ou pouco”.

Mas temos que ser loucos por Jesus que é a única loucura que vale a pena.

Nada pode ser maior em nós do que o amor que sentimos por Jesus, podemos e gostamos de varias coisas mas nada em nós pode ser maior que o amor que sentimos por Jesus. Seja louco por Jesus.

Uma realidade atual é a que os cristãos contam muitas vezes com "orgulho" as loucuras que fizeram antes
de se entregar a Cristo, os seus atos que prejudicaram outras pessoas, envergonharam a si mesmos e desagradaram a Deus. Mas não se ouve relatos de loucuras feitas por Jesus, pessoas que agem sem se preocupar com o que vão pensar delas, agem simplesmente para agradar a Deus.

Ex-traficante, ex-bruxo, ex-satanista, ex-semi-deus existem vários tipos de “ex” que contam testemunhos e a igreja vibra mas muitos desses "ex" contam suas loucuras feitas no passado e não no presente visto que o presente deles é apático, não são mais radicais, não são radicais por Jesus.

Faça loucuras maiores para Jesus do que as que você já fez para o diabo!

"Os ex- são a grande prova de que Deus ainda é poderoso para transformar Saulos matadores em Paulos apóstolos, só que muitas vezes morre Saulo que há em nós, mas não nasce um Paulo no lugar", Manual de loucuras por Jesus.

Nossas loucuras por Jesus demonstram o quanto o amamos visto que nossas atitudes falam mais que nossas palavras. Devemos ser moderados para o pecado e não para as coisas de Deus, para elas devemos ser loucos.

Nos dias de hoje as palavras caíram em descrédito e comprovamos as coisas com documentos (contratos, recibos e etc) e desde o novo testamento temos exemplos de que as palavras não bastam.

Pedro afirmo a Jesus que não o largaria mas após a afirmação o negou três vezes.

"E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás." Marcos 14:30.

Vemos que Paulo foi louco por Jesus e como prova disto vemos nesse trecho da bíblia o que ele passou por amor ao Senhor:

"Envergonhado o digo, como se nós fôssemos fracos, mas no que qualquer tem ousadia (com insensatez falo) também eu tenho ousadia. São hebreus? também eu. São israelitas? também eu. São descendência de Abraão? também eu. São ministros de Cristo? (falo como fora de mim) eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez." 2Coríntios 11:21 a 27

Essa foi uma lista de loucuras que Paulo fez por Jesus mesmo sem tê-lo visto.

"Infelizmente hoje não se encontram aos montes como nos primeiros séculos do cristianismo”.

Atualmente o nível dos cristãos tem caído grandemente e os que são cristãos "normais" já se destacam, são vistos com outros olhos visto que o nível geral do povo tem sido baixo.

Ler a bíblia inteira é considerado coisa de outro mundo, orar, jejuar, evangelizar, coisas básicas na vida cristã já não é algo normal na vida cristã de muitos e temos que lutar para aumentar o nível do povo de Deus, estimular uns aos outros a sermos loucos por Jesus.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Homem de Deus!

Em 1 Samuel 2.27 fala sobre a profecia feita por um homem à Eli e sua família. O texto inicia da seguinte forma:

“E veio um homem de Deus a Eli e disse-lhe: Assim diz o SENHOR: Não me manifestei, na verdade, à casa de teu pai, estando os israelitas ainda no Egito, na casa de Faraó?”
E continua até o versículo 36...

Nesta ocasião fala-se dos filhos de Eli, Hofni e Finéias, que eram sacerdotes dentro de Israel, mas não tinham o proceder digno de homens de Deus... E mesmo sendo o proceder deles pecaminoso diante do Pai, o sumo-sacerdote Eli, pai dos moços, não tomava providências... Lendo o texto todo você pode acompanhar toda a profecia e o impacto dela sobre à casa dos levitas de Israel e sobre a vida e família de Eli...

Bem, não é exatamente ao fato da falha de Eli e do pecado dos seus filhos que eu quero me prender... Mas sim ao proceder do primeiro referido do texto: O homem de Deus...

Na Bíblia não há registros de nome, família, idade, tribo, nada desse homem... Somente o descreve como sendo um "homem de Deus"...

Mas porque o autor de Samuel o descrevia como "homem de Deus"?

Pelo seu proceder e pela força de sua palavra, que no momento não era sua, mas sim advinda de Deus... A intensidade do que ele profetizou sobre à casa do Sumo-sacerdote era tremenda, concreta, transformadora e, além de tudo, muuuito perigosa lol Pense você que ele estava falando contra a família do SUMO-SACERDOTE de Israel, na época uma das maiores autoridades em meio ao povo... E mesmo assim não teve medo de se posicionar, pois ele sabia por Quem ele estava falando e o que ele ansiava...
E uma outra coisa também interessante é que O QUE ELE ERA SOBREPUJAVA ATÉ QUEM ELE ERA...
Ele era tão homem de Deus que, ou por não se saber um nome ou outro motivo qualquer, ele somente precisava ser identificado como homem de Deus, porque era isso q ele vivia e deixava transparecer no seu testemunho...

A visão do verdadeiro homem de Deus funciona dessa forma õ/ Ele não vê o que esse mundo pode trazer pra ele, nem o que oferece perigo contra sua carne, porque o que ele anseia não está nesse mundo... A sua visão está toda na esperança de ver a face daquele que um dia deu a todos nós a possibilidade de salvação e vida eterna...

Muitas vezes confundimos "vida em abundância" com vida longa neste mundo... A vida que ele quer nos dar está muito além do que pensamos e q muitas vezes buscamos aqui nesta terra... É eterno e maravilhoso...

Sejamos também homens e mulheres de Deus, sem nome, sem tribo, sem vontade própria, a não ser a vontade de escrever a história do Pai nesta terra...

O que aquele homem pensava afinal? Morrer aqui, para viver lá...

“Quem achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á. Mt 10.39"

Pensemos nisso! Deus abençoe vocês, povo maravilhosão õ/ =D

Ítalo Marinho

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Super-homem de meia-tigela.


André Veríssimo

"Então Deus me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo." (Apóstolo Paulo - II Coríntios 12:9)

Existem pessoas que vivem fora da realidade, como as estórias do super homem, ou se preferir, superman (aquele simples repórter do Planeta Diário, que tem super poderes e que combate o mal!). Arrisco em pensar que muitas pessoas gostariam na verdade de serem simples mortais, mas com super poderes, como o superman... Você já parou alguma vez para pensar nisso?! Não!? Então, pense agora: se você um simples ser humano pudesse ter 03 super poderes, quais você escolheria?! Poder para voar?! Super força?! Visão além do alcance?! Poder para ler os pensamentos das pessoas?! Ser super veloz para fazer as coisas?! Poder para controlar as tempestades?! outros?!

Muitas pessoas querem se mostrar "super", por medo de expor suas fraquezas, porque tem dificuldades de assumir sua humanidade. Somos assim na maioria das vezes, criamos personagens para impressionar as outras pessoas e criar uma boa e positiva imagem de nós mesmos, para sermos bem aceitos. Temos na verdade pavor da possibilidade de sermos rejeitados, quando as pessoas descobrirem o que na verdade somos, e nossos terríveis defeitos. E nesta triste situação maquiamos nossa realidade e nos apresentamos como um "super alguma coisa" (invente um super herói para você!). Esse pecado tem alguns nomes: auto-suficiência, orgulho, soberba, arrogância, mentira, engano, etc.

É aquela mulher que se julga a mais linda, a super sensual, que abusa da sua imagem para seduzir, chamar a atenção, ser desejada, simplesmente porque só tem a embalagem, a capa da revista, mas não tem conteúdo nenhum, não possui bons valores em si e seu caráter é corrompido e desprezível. E quando descobrem o que na verdade ela é, passa a ser tratada como um mero objeto sexual.

Há pessoas que são verdadeiros artistas da vida, pois vivem representando uma boa imagem, um bom papel no teatro da vida, mas quando chegam ao camarim da solidão, borram a maquiagem com lágrimas de sua triste condição humana: elas não são na verdade o que todo mundo pensa que elas são, tudo não passa de uma farsa bem montada para comprar a aceitação da opinião pública. Essa situação é uma verdadeira prisão da alma, porque a mentira aprisiona, porém a verdade liberta de toda escravidão.

Pare um minuto e pense: qual é a fraqueza que você esconde das pessoas, para não ficar vulnerável?!

Saiba de uma verdade: Deus te ama e te aceita do jeito que você é, com todos os defeitos, fraquezas e pecados que você possui. Deus é perfeito e te ama com todas as suas imperfeições. O mais importante nessa vida é ser aceito por Deus.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Onde está o amor?


O amor é descrito nos livros, proclamado nas poesias, cantado na musica, filmado no cinema. O amor é o fenômeno psicológico mais procurado da história, mas é o menos compreendido.
Reis procuram o amor no poder, mas súditos morrem de angustia. Famosos o buscam nos aplausos, mas muitos morrem solitários. Ricos tentam comprá-los com sua fortuna, pois o dinheiro compra o mundo, mas não o sentimento de vida. Poetas procuram encontrá-los nas letras, mas muitos se despedem da vida sem poesia. Cientistas o colocam na prancheta das suas idéias, mas nunca conseguem entendê-lo.
Para muitos, o amor não passa de uma miragem no árido solo de suas emoções. Eles o procuram de forma errada e nos lugares errados. Acham que ele se esconde nas grandes coisas, mas ele sempre está presente nas coisas simples, diminutas, quase imperceptíveis. Ele sempre está presente nos sorrisos das crianças, nos beijos das mães nos consolos dos amigos, nas dádivas do criador.
Onde está o amor singelo, ingênuo, arrebatador que resgata o sentimento da vida e nos faz sorrir, mesmo quando temos motivos pra chorar? Onde está o amor que nos faz acorda pela manhã e dizer que a vida é maravilhosa, apesar de todos os problemas? Onde está o amor que nos faz ter esperança em alguém, mesmo quando sofremos decepções? Onde está o amor que transforma o trabalho num oásis, mesmo sob o calor da competição e das relações tensas? Onde está o amor que nos faz ver que a vida é uma janela para eternidade, mesmo quando estamos chorando copiosamente pela perda das pessoas que amamos?
Jesus não deixou nenhuma marca, senha ou dogma religioso para indicar seus discípulos, somente o amor: “Nisto conheceres que vós sois meus discípulos, se amardes uns aos outros”. O verdadeiro discípulo não era o que errava menos, o mais ético ou o mais puro, mais aquele que amava.
Uma pessoa podia fazer orações o dia inteiro, elogiá-lo e ser um pregador de suas palavras, mas, se não tivesse o amor, não era um discípulo, mas apenas um mero admirador. 

Rodrygo Gonçalves

sábado, 29 de maio de 2010

O Plano da Salvação e o Futebol

  Rodrygo Gonçalves

Antes de tudo, e de todos existirem havia apenas Um, Aquele que sabe todas as coisas, Este teve uma Grande idéia, Ele criou os Céus, Terra e o Futebol. Por muito tempo Ele Jogou só em um campinho chamado planeta Terra, mas que sentido tem bater bola sem um parceiro? Como montar um time sem outros jogadores? Foi ai a segunda grande idéia, ele criou o Homem, Adão foi o primeiro jogador de um time que foi sonhado pelo criador do universo, mas pra ter um Time precisamos de um estádio, antes de Criar o homem, Ele criou um estádio chamado jardim do Édem. Começou o treino, o técnico era ninguém mais ninguém menos que o Grande Criador do Jogo. Que deixou bem claro que existia uma regra, que não podia ser quebrada.

Logo no jogo de estréia aquilo que não podia acontecer, aconteceu. A regra foi quebrada. Influenciado pelo jogador do time rival o homem fez a primeira falta, apareceu o pecado. Mas junto com o pecado veio as conseqüência do pecado, apareceu o cartão vermelho, o Homem foi expulso do Jogo, e levou uma suspensão do jardim do Édem, foi quando longe do seu Treinador, o homem começou a jogar em outros campos. O Treinador ficou sem time, e o time sem Treinador.

Varias foram às tentativas do time de voltar a ser treinado pelo autor do Jogo, uma delas foi à construção de uma torre, chamado de “Torre de Babel”, mas como já era de se esperar não deu certo. O Treinador e Autor do Jogo, tentando uma solução resolveu convocar um homem chamado Abraão e com ele formar um time, mas existia outros jogadores, aquela seleção ainda não estava completa. Existiam jogadores a serem convocados.

De longe o treinador continuou a observa seus jogadores com peso no coração, vendo que eles, por mais que tentassem não seriam vitoriosos sozinhos. Esses Jogadores tentando preencher o espaço vazio deixado pelo seu verdadeiro treinador criaram outros treinadores pra si, treinadores que não tenham mãos, para apalpar, ouvidos para ouvir, olhos para ver e boca para falar, por eles nada poderiam fazer.

O Time do Criador do Jogo era um time sem disciplina, aquele time só trazia dor de cabeça para Ele, já não agüentava mais de saudade do restante de seus jogadores.

Foi quando o Treinador não agüentou mais ver a derrota daqueles que estavam longe, pois estavam todos lesionados e contundidos. Veio então, terceira Grande idéia, Ele o Autor do Jogo resolveu entrar em campo, jogar pelos seus jogadores que já não agüentavam mais. Como um autor de estórias em quadrinhos virando personagem, o Autor do Jogo virou Jogador. Pegou as chuteiras que estavam penduradas, vestiu a camisa numero dez e entrou no Jogo.

E Ele levou sobre si todas as nossas contusões, todas as nossas lesões o cartão vermelho que nos traz a paz estava sobre Ele e pelas travas de suas chuteiras nos fomos sarados.”

O Autor do Jogo morreu pelos nossos pecados, mas ressuscitou, marcou o Gol da Vitoria e saiu de campo para voltar a ser treinador. Hoje está nos convidando a fazer parte deste time que continua incompleto, pois falta você. Venha, seja treinado pelo Autor do Jogo e faça parte de um time “que não é apenas vencedor, mas é mais que vencedor”.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Missão QUASE cumprida


Hermes C. Fernandes

Fico imaginando o quanto deve ser difícil para um âncora de telejornal transmitir uma notícia triste. Recentemente, estava assistindo a um telejornal matutino, quando a âncora (uma das mais prestigiadas do Brasil) teve que dar uma notícia triste, seguida de uma alegre. Além de jornalista, ela teve que ser uma ótima atriz. Seu semblante e tonalidade de voz mudaram drasticamente, para que as notícias fossem transmitidas com credibilidade.

Somos portadores da mais importante notícia de todos os tempos: as boas-novas do Reino de Deus. Anunciamos ao Mundo que o Filho de Deus entregou Sua vida por nossos pecados, ressuscitou e está, agora mesmo, reinando soberanamente sobre toda a Criação. Não se trata de uma notícia simples de ser dada, porque envolve aspectos positivos e negativos. A Cruz de Cristo revela, ao mesmo tempo, nossa malignidade e a bondade de Deus.

Olhando para a Cruz, vemos o que a sociedade humana é capaz de fazer a alguém que só falava de amor, o mais perfeito ser que passou por este mundo. Tal notícia deveria corar nossa face de vergonha. A Cruz denuncia nosso grau de perversividade.

Mas ela também nos revela o mais elevado amor. Deus não desistiu de nós! Vejam do que Ele foi capaz para demonstrar o quanto nos ama e Se importa com nossas dores e sofrimento.

Pela Cruz, nossa dívida foi paga. Nossa comunhão com Deus foi reatada. Tem notícia melhor do que esta?

Quem estaria apto a transmitir uma notícia tão poderosa e subversiva quanto esta?

Davi havia eleito Aimaás, filho do sacerdote Zadoque, para ser quem lhe traria notícias do campo de batalha (2 Sm.15:36).

Quando Absalão, o filho usurpador de Davi, morreu pelas mãos de Joabe enquanto estava preso pelos cabelos em uma árvore, Aimaás se ofereceu para levar a notícia ao Rei. Porém, não era uma notícia comum. Era, ao mesmo tempo, uma boa e uma má notícia. Boa, porque o inimigo do rei morrera. Ruim, porque o tal inimigo do rei era ninguém menos que seu próprio filho.

Como transmitir esta notícia?

Pelo que o texto indica, Aimaás não estava muito preocupado com isso. Pra ele, bastava dizer: “O Senhor te livrou do poder dos teus inimigos”.

Mas Joabe sabia que não era tão simples assim. Percebendo a inaptidão de Aimaás, Joabe sentenciou: “Tu não serás hoje o portador das novas. Outro dia as levarás, mas hoje não darás a nova, porque é morto o filho do rei” (2 Sm.18:20).

Somos comissionados por Deus a anunciar a Morte do Filho de Deus até que Ele venha (1 Co. 11:26). A morte de Cristo é o cerne do Evangelho. Paulo tinha consciência da seriedade disso:“Pois nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor” (1 Co.2:2-3).

Anunciar a morte do Filho do Rei deve ser encarado com a devida seriedade.

Em vez Aimaás, Joabe preferiu comissionar um etíope anônimo. Deve ter sido uma ofensa para alguém tão importante como Aimaás, filho do sacerdote, ser preterido por um etíope.

“Disse Joabe a um etíope: Vai tu, e dize ao rei o que viste. O etíope se inclinou diante de Joabe, e saiu correndo” (2 Sm.18:21).

Deus tem seus critérios de escolha. Ele não está preso às convenções sociais. De acordo com Paulo, “Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; para que ninguém se glorie perante ele” (1 Co.1:27-29).

Quando o etíope se viu comissionado, a primeira coisa que fez foi se inclinar, humilhando-se diante daquele que lhe confiou tão nobre missão. Em seguida, saiu em disparada.

Aimaás não aceitou ser preterido. Como um humilde e insignificante etíope poderia substituí-lo? E todos os anos gastos no tabernáculo? E a educação primorosa que recebera? A seu ver, tudo quanto vivera até aquele instante, preparou-o para ser portador daquela mensagem. Ele não podia deixar barato.

“Insistiu Aimaás, filho de Zadoque: Seja o que for, deixa-me também correr após o etíope. Mas Joabe respondeu: Por que correrias tu, meu filho? Não receberás nenhuma recompensa pelas notícias?” (v. 22).

A questão agora não era se seria ou não recompensado. O que o incomodava era ter sido substituído por alguém que ele considerava desqualificado. Portanto, era uma questão de honra. Olhando firmemente para Joabe, respondeu: “Seja o que for, disse Aimaás, correrei. Disse-lhe Joabe: Corre. Aimaás correu pelo caminho da planície, e passou adiante do etíope” (v. 23).

- Ok, Aimaás. Você venceu! Se quer ir, vá!

- Deixa comigo! Você não vai se arrepender! Ninguém melhor do que eu para cumprir esta missão.

Por causa de sua insistência, Joabe fez uma concessão.

Comissão x Concessão

Enquanto o etíope tinha uma comissão, Aimaás recebera uma concessão. Ser comissionado é receber uma missão, um propósito. Já a concessão é uma permissão.

Cabe aqui uma reflexão acerca das atividades com as quais estamos envolvidos em nosso dia-a-dia. Estaríamos nelas por comissão ou por concessão? Se fomos comissionados, nossa trabalho nos proporcionará prazer. Mas se entramos em algo apenas por uma concessão divina, sem termos sido vocacionados para aquilo, aos poucos o prazer se transformará em enfado.

Nossa existência precisa servir a um propósito, que nos servirá de motivação até o cumprimento de nossa missão.

Até hoje, os etíopes são famosos por sua habilidade atlética. Muitos dos campeões olímpicos de atletismo são etíopes. Imagino que para alcançar e ultrapassar aquele atleta africano, Aimaás deve ter se esforçado ao máximo. Ele tinha que provar pra todo mundo, inclusive para si mesmo, que era capaz de dar conta daquela missão.

Pra ele, tudo não passava de uma competição. Era isso que o estimulava a correr.

Ele sequer teve tempo de pensar em como daria aquela notícia ao Rei Davi.

“Davi estava assentado entre as duas portas, e a sentinela subiu ao terraço da porta junto ao muro e, levantando os olhos, viu um homem que corria só. Gritou a sentinela, e o disse ao rei. O rei respondeu: Se vem só, deve trazer boas notícias. E o mensageiro aproximava-se cada vez mais. Então a sentinela viu outro homem que corria, e gritou ao porteiro, e disse: Olha, lá vem outro homem correndo só. Disse o rei: Também esse traz boas notícias” (vv.24-26).

Davi estava apreensivo. Que notícia o rei esperava receber?

Só havia duas hipóteses:

• Seu filho vive! Portanto, seu reino ainda está ameaçado.
• Seu reino já não sofre qualquer ameaça. Seus inimigos foram liquidados! Portanto, seu filho está morto.

“Disse a sentinela: Vejo o correr do primeiro, que parece ser o correr de Aimaás, filho de Zadoque. Disse o rei: Este é homem de bem, e virá com boas novas” (v.27).

Pelo jeito, Aimaás tinha uma maneira característica de correr que o distinguia dos demais. De longe foi reconhecido pela sentinela. O rei respirou fundo e disse: Se é Aimaás, a notícia deve ser boa. Ele não viria me trazer más notícias. Ele é um garoto educado entre os sacerdotes. Joabe não o enviaria com notícias ruins.

Ademais, quem se atreveria a correr sozinho para dar uma notícia ruim? Qualquer mensageiro sabia que seu pescoço estava em jogo. Se o rei não gostasse do que ouvisse, poderia ordenar a sua execução ali mesmo.

Convém recordar que Jesus orientou aos Seus discípulos a irem de dois em dois. Correr sozinho não é recomendável.

Quando se viu diante do rei, Aimaás o saudou gritando: “Paz. Inclinou-se ao rei com o rosto em terra, e disse: Bendito seja o Senhor teu Deus, que entregou os homens que levantaram a mão conta o rei meu senhor” (v.28).

Repare que ele foi bem evasivo. Não quis entrar em detalhes. Talvez tenha pensado: - Deixarei o rei tirar suas próprias conclusões.

Mas o rei não se deu por satisfeito com uma notícia tão genérica.

“Perguntou o rei: Vai bem o jovem Absalão? Respondeu Aimaás: Vi um grande alvoroço, quando Joabe mandou o servo do rei, e a mim, teu servo, porém não sei o que era” (v.29).

Covarde! Cadê o valente que se sentiu desonrado por ter sido preterido por um etíope? Por que não diz o que foi enviado a dizer? Por que esconde o jogo?

O que Aimaás queria era apenas fazer uma média com o rei.

Há muitos Aimaás em nossos dias. Gente preocupada em resguardar sua posição, em ser vista, elogiada, mas que não cumpre cabalmente a sua missão.

Já nos tempos de Paulo verificamos o mesmo fenômeno. O apóstolo denuncia aqueles que“pregam a Cristo por inveja e porfia”, que “anunciam a Cristo por contenda, não sinceramente”(Fp.1:15,17).

Aimaás estava tão preocupado com sua performance como atleta, em chegar primeiro que o etíope, que não se preocupou em dar a notícia com precisão.

É melhor chegar em segundo, mas cumprir a missão, do que chegar em primeiro e deixar a desejar.

O texto que Davi ordenou que Aimaás se colocasse ao seu lado, enquanto esperava a chegada do outro mensageiro. A mesma coisa se sucede à igreja, quando perde a credibilidade e sua mensagem deixa de ser pertinente. Ela é posta de lado do processo histórico. Deixa de ser protagonista, para ser expectadora.

Enquanto Aimaás se colocava ao lado de Davi achando que cumprira sua missão, “chegou o etíope, e disse: Ouve, senhor meu rei, a boa notícia. Hoje o Senhor te livrou do poder de todos os que se levantaram contra ti. Perguntou o rei ao etíope: Vai bem o jovem Absalão? Respondeu o etíope: Sejam como aquele jovem os inimigos do rei meu senhor, e todos os que se levantam contra ti para te fazerem mal. Então o rei, profundamente comovido, subiu à sala que estava por cima da porta, e chorou: E andando, dizia: Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho!” (vv.31-33).

A coragem que faltou em Aimaás, sobrou no etíope.

Ainda que perdesse a vida, pelo menos cumprira a sua missão. É com gente assim que a causa do reino necessita. "Homens que já expuseram as suas vidas pelo de nosso Senhor Jesus Cristo"(At.15:26); que amem mais sua missão do que sua própria existência (At.20:24).

A notícia que trazia ao rei era tanto boa, quanto ruim, pois anunciava, ao mesmo tempo, a derrota dos inimigos do rei, e a morte de seu filho. O etíope foi sábio ao partilhá-la. Soube usar as palavras de maneira tal, que o rei não lhe fez mal algum.

Qual foi a reação de Davi? Ele se angustiou, e andando de um lado para o outro, sentiu-se culpado pelo triste destino que teve seu filho.

E qual tem sido a reação do Mundo à nossa mensagem? Tem havido arrependimento? As pessoas se sentem culpadas por haver morrido o Filho do Rei? Elas se sentem responsabilizadas pela Cruz? Sentem que fora seu pecado que expusera o Filho de Deus ao vitupério?

Ora, se não houver arrependimento, tristeza, vergonha, culpa, também não haverá conversão.

O objetivo de nossa mensagem não é fazer com que as pessoas se sintam bem consigo mesmas, mas despertá-las em sua consciência, para que se convertam a Deus. Como disse Paulo: "A tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação" (2 Co.7:10a).

Assim como Absalão, Cristo foi morto em uma árvore, levantado entre o céu e a terra, não por haver se rebelado como ele, mas por obediência ao Pai, a fim de que nossos pecados fossem devidamente tratados e perdoados.

Quando olhamos para Cruz e vemos nossa maldade exposta, nos arrependemos. E quando vemos a bondade de Deus, nos convertemos.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Quem é o cantchô?


Quero pedir perdão aos leitores do Belém pra Jesus, pois já a algum estava com problema com a minha internet, por isso não estava atualizando o Blog.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A Casa (de Davi) Caiu? Não, apenas a mentira.

Ele preferiu mentir, enganar e decepcionar

Desde agosto de 1999 tenho ministrado junto com Mike pela nação brasileira e em outras nações também. Durante esses anos tenho compartilhado vários testemunhos, a começar com minha cura da Síndrome de Down, passando por sonhos, visões e arrebatamentos, e diversas experiências sobrenaturais.

Pois bem, em quase todos esses testemunhos eu acrescentei mentiras. Alguns deles são totalmente mentirosos. Inclusive um deles, eu roubei de um irmão em Cristo que teve a experiência que conto como sendo minha. Outros testemunhos são meus e em parte verdadeiros.

Menti para minha família, meu ministério, a igreja do Senhor e outros na sociedade que ainda não conhecem a Jesus. Estou escrevendo este texto e também fazendo um vídeo, porque eu contava esses testemunhos desde 1999, tanto em solo brasileiro, como em viagens para os Estado Unidos, Nova Zelândia, Austrália, Argentina, Paraguay e Uruguay. Eu contava em nossos seminários, em clínicas pastorais, conferências proféticas e apostólicas que reuniam pessoas do mundo inteiro. Esses testemunhos foram gravados em CDs e DVDs, comprados e espalhados para lugares onde só Deus sabe. Pessoas ouviram os meus testemunhos e não sabendo que continham mentiras, escreveram em blogs, revistas, e livros. Deram entrevistas, como eu também tenho dado, em rádio e televisão, repassando verdades e, infelizmente, as mentiras contidas em meus testemunhos.

Estou profundamente arrependido. Tremendamente envergonhado. Triste ao extremo pelos meus atos. Eu escolhi mentir, enganar. Eu escolhi decepcionar.

Como disse o Mike, eu também tenho pregado essa mensagem de arrependimento pelas nações.
Estou fazendo esta confissão dessa forma porque é coerente com o que tenho pregado, e estou procurando agir com verdade, arrependimento e confissão na medida do meu pecado.
Se alguém mentir para uma pessoa, é necessário pedir perdão a Deus e à pessoa para qual se mentiu, e além disso, desmentir a mentira. Pois eu menti para centenas de milhares de pessoas espalhadas pelo mundo, e por isso torno pública minha confissão.

Nesses 10 anos, eu tive momentos para me arrepender quando as consequências não teriam sido tão graves. Na verdade, eu lido com esse pecado de mentira desde minha infância. Por isso eu sei que, o passo que dou hoje é necessário para que haja a verdadeira conversão e transformação na minha vida. Tanto agora, como na infância, fui flagrado nesse pecado, mas até hoje não havia produzido frutos de um arrependimento digno.

Eu continuo no ministério Casa de Davi. Vou permanecer em Londrina, sem ministrar, durante o restante deste ano de 2010.

Preciso passar por um processo de restauração. Preciso reconstruir o que destruí com as mentiras e preciso de transformação nessa área da minha vida antes de voltar a ministrar.

Peço perdão a você, para quem menti e envolvi na minha mentira. Peço que o Senhor Jesus purifique a Igreja da minha injustiça.

Me preocupo com o “escândalo” que eu tenho trazido para o corpo de Cristo. Entendo que mais cedo ou mais tarde tudo isso viria à luz, pois a palavra de Deus afirma que todo oculto e escondido será revelado.

Peço que façam distinção entre a minha pessoa, meu pecado, e os princípios que o ministério Casa de Davi tem pregado e ensinado. Todas as mensagens que o ministério Casa de Davi tem ministrado nos seminários pelo Brasil e outros países permanecem intactas. A minha mentira não abala a integridade das palavras e mensagens proféticas do ministério.

Peço que não percam as experiências sobrenaturais, pois minhas mentiras não anulam a realidade do sobrenatural de Deus.

Peço sua orações, enquanto eu oro para que o Senhor cure a igreja das feridas causadas por mim e pelas minhas mentiras.

Estou no início do processo de minha restauração. O primeiro passo é pedir perdão para você, pois menti para ti.

Ainda estou apurando todos os testemunhos que contei. Peço sua paciência enquanto eu apuro toda a verdade durante esse período.

Nos próximos meses escreverei um documento onde serão relatadas as verdades e mentiras dos testemunhos que tenho contado.

Conto com o amor, a graça e misericórdia do Senhor, de minha família, de meus irmãos em Cristo e amigos. Conto também com suas orações. Sei que minha confissão é muito decepcionante para todos. Como me arrependo!

Sinto gratidão em meu coração por poder contar com o amor e perdão da minha mãe, meus irmãos, minha esposa e meus filhos e de todos meus irmãos no ministério Casa de Davi, para os quais eu já me confessei.

Quero expressar aqui que sinto gratidão e alegria de ter a liderança do Mike, que de forma graciosa, com muito amor e cheio de sabedoria tem me acompanhado e ajudado nesse difícil processo de confissão, cura e restauração.

Mais uma vez, perdoe-me pelas mentiras e as decepções que causei na tua vida e no Corpo de Cristo.

Eu os amo.

Espero poder voltar e ministrar novamente, totalmente restaurado e transformado pelo mesmo poder que ressuscitou Jesus dentre os mortos.

Confissão de Davi Silva no site da Casa de Davi

Algo parecido aconteceu envolvendo um ministério da Austrália chamado Planet Shakers. O filho do pastor, líder do ministério de música, mentiu sobre um suposto câncer, mas a verdade é que seu problema era moral. Após arrepender-se da mentira, confessou que era viciado em pornografia desde os 14 anos. Tal caso teve grande repercussão pelo fato dele ter participado de um DVD com o Hillsong em 2007. O nome da canção é Healer. Após a confissão pública, esta canção foi retirada das prensagens seguintes dos CDs e DVDs.

Imagine se todos fizessem o mesmo? Quantas coisas viriam a tona? Quanta mentira tem sido dita nos púlpitos?

O fato é que mais cedo ou mais tarde, a verdade sempre prevalece. Como disse Jesus, nada há oculto que não seja revelado.

Que bom que aquele que antes escolhera mentir, enganar e decepcionar, agora decidir confessar e abandonar a mentira. Segundo as Escrituras, somente assim se alcança misericórdia.

Difícil deve ser para aqueles que acreditaram em tais mentiras, sem qualquer discernimento, e que agora são obrigados a admitir sua ingenuidade. Não sei qual é pior, admitir que enganou ou admitir que se deixou enganar.

Que este episódio sirva de alerta para a igreja de Cristo no Brasil.

Hermes Fernandes

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Se conhecêssemos... Nunca mais...


Se conhecêssemos o Novo Testamento de cor, se ouvíssemos seus trovões soando em nossos ouvidos, distinguindo-os dos sons tolos e das sirenes persuasivas do mundo, se soubéssemos de cor ou menos uma silaba de uma palavra dentro de uma sentença do sermão do Monte, se déssemos ouvidos á voz da Águia de Patmos, se crêssemos que nos deixarmos ser amados por Deus é mais importante que amar a Deus, nunca mais toleraríamos as maquinações de religiosos manipuladores que distorcem a face de Deus. Nunca mais os que caíram seriam humilhados publicamente diante da congregação. Nunca mais pregadores destemperados teriam autorização para aterrorizar pessoas nos bancos das igrejas. Nunca mais nos colocaríamos ao lado de celebridades clericas e nos curvaríamos aos ricos e poderosos. Nunca mais a primazia de amar estaria subordinada a uma suposta ortodoxia.

Brennan Manning,
A Sabedoria da ternura

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Clamando por um avivamento

O caminho para o avivamento está em 2 Crônicas 7:14: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra”. 

Somos o povo que se chama pelo Seu nome. Avivamentos não acontecem simplesmente como as chuvas de Belém. Existem condições para teremos avivamento. Tudo depende daquele “se”. A Escritura não diz: “Se Deus...”, mas “Se o meu povo...”. 

Sede de Deus

As torrentes de Deus só caem sobre a terra seca. O Espírito Santo só é derramado sobre os sedentos (Isaías 44:3). Só os que anseiam por Deus conhecem a intimidade de Deus, e só os sedentos terão sua sede saciada (Mateus 5:6). 

A Lição da Corça (Salmo 42) 

O salmista está em crise no deserto do Neguebe, um lugar seco e pedregoso, cheio de cascalho, de montes e vales. O sol é ardente, a areia é escaldante; ele está com uma sede forte e implacável. Seu corpo lateja, treme e sofre os rigores do deserto. De repente, olha e vê adiante uma corça, uma cabra montês que vem ofegante e exausta em busca de água no calor escaldante do deserto. O animal corre desesperado em busca da água que pode salvá-lo, e brama pela fonte que pode satisfazê-lo. 

O salmista olha para a corça, ouve o seu desesperado bramido pela água e diz: Meu Deus, esse bramido pela água para saciar a sua sede retrata a minha ânsia por Ti. Eu não consigo viver sem a Tua presença. Eu anseio por Ti mais do que tudo. “Como suspira a corça pelas correntes da águas, assim por Ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede do Deus vivo.” (Salmo 42: 1,2). 

O salmista na queria saber a respeito da água, ele queria água. Em tempos de avivamento, a igreja não se contenta em apenas conhecer a respeito de Deus; ela quer o próprio Deus, e O busca na intimidade. Em tempos de avivamento, a igreja não apenas ouve e lê a Palavra de Deus, mas busca o Deus da Palavra. Não apenas carrega a Bíblia, mas retém a Palavra. Não apenas conhece a letra da Palavra, mas conhece o espírito da Palavra. Em tempos de avivamento, a igreja não se satisfaz com nada menos do que o próprio Deus. Deus é a sua busca, sua sede, sua fome, seu alvo, sua meta, sua paixão. 

quarta-feira, 31 de março de 2010

Qual é o nosso modelo de vida?




"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade." Jo 1:14


Hoje nas igrejas, nas TVs, nas rádios, no nosso meio cristão, tem-nos sido apresentado um modelo de espiritualidade, que não tem nada a ver com o propósito original: a revelação de um homem, segundo a imagem e a semelhança do Altíssimo.

Vai dai que temos assistido uma coisa terrível e antagônica: quanto mais os caras querem se parecer com anjos, seres angelicais, levitar, negar a dor e o sofrimento próprios de ser-se gente, Deus ainda insiste num modelo mais perto de nós: um homem, só um homem, como vimos em Cristo:

* Alguém que comia quando tinha fome, bebia quando tinha sede (principalmente de relacionamento, de amigos, quando bebia vinho e partia o pão com eles!);

* Alguém que não se importava com o perigo, pois até houve quem se preocupasse por ele, como os dois no caminho de Emaús, insistindo para que entrasse com eles a ter de enfrentar a escuridão da noite. Hoje, não faltam "líderes cristãos" andando com guarda costas e até armas na cintura...

* Alguém que sentia a dor da solidão e pedia aos amigos que estivessem com ele nas horas mais diversas e não teve vergonha de confessar, na cruz, o quanto dói a separação;

* Alguém que, ferido, magoado, traído, não saia a destilar veneno contra os ofensores e traíras, nem tampouco evitava o contacto com gente, como fazemos hoje;

* Alguém que não ficou vermelho em cair no choro diante de muita gente - pessoas que o ouviam e a ele seguiam como líder - confessando e sentindo solidariamente a dor diante da perda de quem amamos, diante do túmulo de Lázaro (mesmo sabendo o que aconteceria dois minutos depois de chamá-lo para fora da tumba!);

* Alguém que se misturava com qualquer um - de publicanos, odiados pelo povão, à prostitutas, beberrões e pecadores. Só não tolerava religiosos que não viviam os valores do reino de Deus nem deixavam os outros o fazerem, cobrando regras e mais regras que "tinham ar de religiosidade, mas que não tinham valor algum contra o mal que vem de dentro". É preciso ressaltar também que, nem de longe fez conluios, conchavos ou barganhas com os caras do poder, da religião, nem usou a massa como moeda de troca política como vemos hoje...

* Alguém que era tão normal e simples que até o seu traidor precisou de um código - um beijo no rosto - para identificá-lo diante dos que o iriam prender. Não havia sobre ele, nenhum luminoso em "neon", banner, placa, cartaz,... ou adereço que o identificasse;

* Alguém que não precisava de andar de carro importado, ternos de grife, jóias ou outra porcaria para parecer importante ou valorizar quem era, e porque era quem era, quando falava ou fazia qualquer coisa, quem ele era ficava manifesto, distinguindo-o dos pilantras e espertalhões que exploravam a fé das pessoas da época;

* Alguém que diante do sofrimento do preço do ministério, confessou o seu medo, a vontade de "beber outro cálice" mas nunca lastimou ou queixou-se da escolha que fez em seguir em frente até a morte e morte de cruz;

* Alguém que, sendo quem era, não temia confessar as suas necessidades, como fez com a mulher samaritana e diante daqueles que dele zombavam na cruz, pedindo-lhes água;

* Alguém que humilhado, desprezado, não abriu a sua boca (como ovelha para o matadouro), nem ousou lançar no rosto de todos à volta, responsabilidade nenhuma aos quais que, cheios de culpa, deixaram o inocente que era, pagar toda a fatura;

* Alguém que fazendo caridade, milagres, curas e todo tipo de benefício aos pobres, desenganados, sofredores, desesperados, enfermos e marginalizados da sociedade, não os usava como fazemos hoje, para promover-se - nem a causa que defendia - pedindo que a ninguém, os beneficiados por ele, dissessem coisa alguma, mostrando que a sua preocupação era com eles e ninguém mais que eles;

* Alguém que nunca, em tempo algum, chamou para si privilégios, títulos, reconhecimento por feitos e conquistas, como fazemos hoje, ostentando cartões de visitas com quilos de peso com tantos adjetivos colados ao nosso nome. Não se auto-denominava coisa alguma, nem ousou por usurpação, ser igual a Deus, mas revelou-se (e apresentava-se) como o "filho do homem" e dirigia todas as glórias a Deus!

* Alguém que, buscava a Deus e a Ele se submetia integralmente, contra todos os apetites e conveniências próprias de ser homem. Não negou sua condição humana, mas mostrou como é que alguém, sendo homem, podia agradar ao Senhor.

* Alguém que, podendo viver à parte da "normalidade", ou levitar, viver nas alturas, desceu. Desceu até as partes mais baixas da terra. Para revelar simplesmente o que era: um homem. De carne e osso e coração!

Um homem, afinal, como Deus sempre desejou criar. Um homem segundo a imagem e semelhança do Pai.

E ai? Quem é o seu modelo?

quarta-feira, 24 de março de 2010

Eu não acredito em contos de fada

Um conto de fadas termina no beijo de um príncipe?


Cansei de gente vendendo finais de conto de fadas nos púlpitos. Talvez possamos ter finais felizes, mas “felizes para sempre"? Neste mundo?

Vivo no meio de gente que faz propaganda religiosa ao invés de evangelismo, sem se importar com a opinião do autor do mandamento.

Eles contam sobre a ressurreição de Lázaro, mas nem lembram que Lázaro teve que enfrentar a morte por duas vezes. Quem se aventura a passar por isso?

O perdão dado a Pedro o levou a uma cruz em X, onde morreu de cabeça para baixo. Conta a tradição que ele mesmo pediu isso, por se achar indigno de morrer como seu mestre. O martírio foi peça comum entre quase todos os discípulos. Houveram momentos inesquecíveis com Jesus? Claro! Foi exatamente esses momentos que os fizeram resistir até o fim em seus trágicos finais.

Davi, ainda garoto, é ungido rei de seu povo. Entre este dia e o dia que assume o trono, dez anos depois, nunca teve paz. E mesmo após este momento, quando já era rei, seus amores, filhos, amigos, sempre foram objetos de conflitos e dores.

Paulo, após ser escolhido como vaso pelo próprio Deus – com direito a show pirotécnico na estrada de Damasco – terá em seu histórico tantas prisões, espancamentos, chibatadas e no fim, a pena capital, dada por Nero: decapitação.

O Cristianismo se difere das outras crenças. Como nos lembrou C.S.Lewis, é a única crença que permite chamar Deus de Pai. Isso é exclusividade, mas também é a única que deixa suas criaturas, a quem ama tanto, matá-lo.

Diferente de tantos pregadores atuais, não usava seus milagres como fonte de marketing pessoal, nem tão pouco ensinava que viveríamos em um mundo a parte, um “mini-céu” com seres que, na forma atual, não poderiam povoá-lo. Que seres? Nós! No mundo tereis aflições, e não viver de conforto em conforto, de mansão em mansão, de iate em iate.

Nossa vida – cristã ou não – não oferece trégua:

Viveremos muitas despedidas, lidaremos com afetos se desbotando com o tempo. Receberemos ligações de madrugada com notícias terríveis. Falarão mentiras sobre nossa conduta. E o pior: passaremos grande parte de nossa existência nos imaginado melhores do que realmente somos.

Sabemos que costumeiros vencedores tem menor resistência à derrotas. Se a Palavra nos diz ser mais que vencedores, somos os que deviam saber lidar com os dois lados de um jogo: os que ganham e os que não ganham.

Por isso, Jesus se faz tão importante em nossa alma. Ele fala de construções com bases necessariamente firmes, sólidas, por que tempestades fazem parte das existências. Não apenas ensinamentos, mas Ele próprio se faz necessário nas entranhas de nossa vida.

Não creia que soluções temporais sejam a fórmula da felicidade. A paz que vai na alma daquele que encontrou a Cristo não é justificada pelas situações positivas em sua existência.

Você pode encontrar um desses seres, tranquilos, serenos, lúcidos, e depois saber que perderam um grande amor. “Eles”- que deveria ser "Nós" - não se explicam.

O que você não encontrará são estas ovelhas misturadas a bodes no dia que há de vir. A estes, o Cristo jamais dirá: “Afasta-te de mim, pois nunca te conheci...”

Zé Luís, editor do Cristão Confuso

sexta-feira, 19 de março de 2010

Não há VIP’s no Reino de Deus!

wind
Chegara a hora da triagem. De todos os que seguiam a Jesus, doze seriam escolhidos para serem Seus apóstolos. Logo no início, Pedro se destacou. Foi ele o portavoz dos demais ao confessar que Jesus era ninguém menos que o Cristo, o Filho do Deus vivo. Dentre a multidão que seguia a Jesus, uns diziam que Ele era João Batista, outros, Elias. Mas Pedro acertou na mosca. Ficava evidente que entre eles, os mais chegados, e os demais, abria-se um abismo. Pedro deve ter se sentido muito importante, a ponto de querer dissuadir Jesus de entregar-Se para ser crucificado. Porém, acertar uma vez não significa acertar sempre. Os mesmos lábios que disseram que não fora carne ou sangue que lho revelara que Jesus era o Cristo, também o repreenderam: Pra trás de mim, Satanás!

Dos dozes, Jesus separa três, Pedro, Tiago e João, e os leva para o monte. Lá assistem “de camarote” à transfiguração do Seu rosto e à aparição de duas das figuras mais importantes do Antigo Testamento, Moisés e Elias. Devem ter se sentido mais importantes do que os nove que ficaram lá embaixo. E pra completar, Jesus lhes pede sigilo absoluto. Estavam proibidos de contar aos demais o que haviam presenciado. Portanto, dentre os doze, eles se sentiam os VIP.

Quando descem do monte, deparam-se com uma inusitada cena. Os nove preteridos passavam o maior vexame tentando exorcizar um rapaz. O pai, disiludido, vem ao encontro de Jesus reclamando que Seus discípulos eram incapazes de libertar seu filho. “Ó geração incrédula e perversa!”, exclama o Mestre. Que vergonha! Os três seletos devem ter imaginado: Agora sabemos porque fomos preferidos e eles preteridos. Se eles não podem expulsar um demônio, que condição teriam de ver o que vimos?

A língua estava coçando… porém não podiam contar aos demais o que acontecera lá em cima.

De repente, Jesus percebe uma discussão em voz baixa. Quem, dentre os doze, seria o mais importante? Quem teria a primazia sobre os demais? Para encerrar a discussão idiota, Jesus toma uma criança, e diz, dirigindo-Se a eles:
“Qualquer que receber esta criança em meu nome, recebe-me a mim; e qualquer que me recebe, recebe o que me enviou. Pois aquele que entre vós todos for o menor, esse é que é grande” (Lc.9:48).

Bem que poderiam dormir sem essa! Mas Jesus não podia desperdiçar a oportunidade de lhes dar uma importante lição acerca de como as coisas funcionam no Reino de Deus, onde a ordem é subvertida, e o maior é aquele que serve aos demais, e não aquele que se serve deles.

No Reino não existem VIP’s! Não existe discípulo de primeira classe e discípulo da classe econômica. Por maior que tenha sido a experiência que tivemos, não nos confere o direito de nos servir dos outros e nos alavancar às primazia sobre eles. Quem viu o rosto de Jesus transfigurar não é mais importante do que os que ficaram lá embaixo amargando a experiência de não conseguir expulsar um demônio. Quem fala em línguas não é mais importante do que quem não fala. Quem profetiza não tem primazia sobre quem não o faz. Quem ostenta um título não deve valer-se dele para exercer domínio sobre os demais.

Parecia que a discussão terminara. Embora tenham se silenciado, esperaram a ocasião oportuna para deixar emergir a mesma questão, ainda que de maneira velada. E a primeira oportunidade surgiu imediatamente.

João, um dos três VIP’s, disse: “Mestre vimos um homem que em teu nome expulsava demônios, e nós o proibimos de fazer isso porque não segue conosco” (v.49). Era como se João quisesse dizer: Senhor, tem um cara que não pertence ao nosso círculo, mas consegue o que nossos colegas aqui não conseguiram. Ele expulsa demônios em Teu nome. Percebe a ironia?

Além de dar uma implicada com os outros nove, João insinua que o direito a expulsar demônios era uma exclusividade dos doze. Quanta ousadia querer o monopólio do nome de Jesus! Para a surpresa de todos, Jesus respondeu: “Não o proibais, pois quem não é contra vós é por vós” (v.50).

Ser escolhido de Deus não significa ser preferido. Onde houver preferidos, haverá também preteridos. Ele usa a quem quer, onde quer, e como quer. Cristo jamais esteve limitado aos doze, nem aos setenta enviados posteriormente, nem mesmo à igreja. Ele não assinou contrato de exclusividade com quem quer se seja. E se houver alguém usando Seu nome para além de nossos arraiais eclesiástico, isso deveria nos causar júbilo em vez de consternação. O escopo do Espírito Santo não está circunscrito aos limites denominacionais ou doutrinários. Ele soprar aonde quer, e ninguém fica sabendo de onde veio, ou pra onde vai.

O assunto ainda não se encerrara. Decidido a ir para Jerusalém, onde deveria sofrer e ser crucificado, Jesus “mandou mensageiros adinate de si, os quais entraram numa aldeia de samaritanos, para lhe prepararem pousada; mas não o receberam, porque viram que ele ia para Jerusalém” (vv.52-52). Acho que não preciso discorrer aqui sobre a animosidade recíproca que havia entre judeus e samaritanos. Pelo visto, os samaritanos não tinham nada contra Jesus. Numa outra ocasião, sairam ao encontro d’Ele, depois de ouvirem dos lábios de uma mulher que talvez Ele fosse o tão esperado Messias. Porém, quando souberam que ali seria apenas uma rápida escala para Jerusalém, recusaram hospedá-Lo. Aquela era a deixa tão esperada pelos irmãos Tiago e João, dois dos VIP’s do Monte da Transfiguração.
“Os discípulos Tiago e João, vendo isto, perguntaram: Senhor, queres que mandemos que desça fogo do céu e os consuma, assim como fez Elias?” (v.54).

A sugestão deles fazia todo sentido. Afinal, quem eles haviam visto lá em cima em conferência com Jesus? Moisés e Elias. Quem mal haveria em tomar um dos dois como referência numa situação daquela? O que faria Elias?

O que eles haviam se esquecido é que o esplendor do rosto de Jesus foi tamanho que ofuscou a presença dos dois profetas. E a voz que bradou do céu disse: Este é o meu Filho, a Ele ouvi! Portanto, nem Moisés nem Elias, ou qualquer outro personagem bíblico nos serve de referência absoluta. Somos discípulos de Jesus, não de Elias, Eliseu, Samuel, Gideão, Davi ou qualquer outro. Todos eles tiveram sua importância na execução dos propósitos divinos. Porém, seu brilho foi ofuscado pelo esplendor da face de Cristo. Todos eles tiveram virtudes e vicissitudes, erros e acertos. Porém em Cristo encontramos a perfeição. Todos foram esboços, imagens de Deus maculadas pelo pecado, mas em Cristo encontramos a “imagem do Deus invisível” (Cl.1:15), a “expressão exata do Seu Ser” (Hb. 1:3).

Tiago e João esperavam receber um elogio de Cristo, ainda que não acatasse sua sugestão. Em vez disso, foram repreendidos: “Vós não sabeis de que espírito sois, pois o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las” (vv.55-56).

Se fosse Elias naquela situação, não hesitaria em ordenar que descesse fogo do céu e consumisse aqueles samaritanos ingratos e profanos. Se fosse Eliseu, talvez ordenasse que fossem devorados por ursos. Se fosse Moisés, talvez lhes enviasse pragas. Se fosse Davi, quiçás lhes enviasse tropas para dizimá-los. Mas em se tratando de Jesus, não se poderia esperar outra coisa que não fosse perdão.

No Reino de Deus não há lugar para rivalidade, nem para exclusividade, nem para revanchismo. O Reino de Deus funciona à base de amor, perdão, cooperação e comunhão. Deus não tem favoritos. Deus tem escolhidos em prol de todos.

Hermes C. Fernandes