Miss. Rodrygo Gonçalves

Vejam, o Senhor, o seu Deus, põe diante de vocês esta terra. Entrem na terra e tomem posse dela, conforme o Senhor, o Deus dos seus antepassados, lhes disse. Não tenham medo nem desanimem. Dt 1:21

sábado, 26 de novembro de 2011

Uma parábola sobre o papel da igreja.

Em certa costa marítima muito perigosa, muitos barcos naufragavam e muitas vidas se perdiam. Voluntários de uma vila de pescadores próxima muitas e muitas vezes enfrentaram a tempestade e resgataram várias pessoas que se estavam afogando, e aqueles que eram salvos geralmente se uniam a corporação de resgate.

Um dia, um voluntário sugeriu que com treinamento poderiam fazer um trabalho melhor. Assim, no verão as equipes de resgate praticavam remo e arremesso de boias, e posteriormente se tornaram capazes de salvar mais vidas. Outro voluntário pensou que deviam construir um abrigo próximo da costa para guardar os barcos de resgate. Dessa maneira eles não perderiam mais tempo trazendo seus barcos da aldeia. Depois de um tempo, um terceiro voluntário sugeriu que construíssem um alojamento para as pessoas que eram salvas porque elas sempre morriam de frio. Outro, recomendou que se acrescentasse uma cozinha para fazer sopa e aquecer as vitimas da tempestade. Todas essas inovações aumentaram a eficácia do trabalho.

Depois, um membro da equipe de resgate sugeriu que esperassem no abrigo dos barcos durante as tempestades para que estivessem prontos quando um navio naufragasse. Outro propôs adicionar uma sala de jogos para que não ficassem entediados, e um terceiro, que aumentassem a cozinha para que tivessem bebidas e alimentos quentes enquanto esperavam no abrigo dos barcos. Os participantes trabalharam com grande prazer na construção de seus projetos e acrescentaram uma sala de estar e um restaurante bem equipado. A estação de resgate cresceu em prestígio e muitos se uniram para contribuir.

À medida que o tempo passou, um membro verificou que o trabalho de resgate era tarefa muito especializada e que só as pessoas altamente treinadas deveriam fazer o trabalho. Então, contrataram homens jovens para enfrentar a tempestade enquanto o restante os incentivava do complexo de resgate. Finalmente, os membros tiveram uma reunião e decidiram interromper a parte de salvamento de vidas do "clube". Ela era muito dispendiosa e todos estavam muito ocupados com as reuniões relacionadas ao comitê e outras atividades.

Alguns protestaram, porque isso colocava de lado o objetivo principal, demitiram-se e começaram uma verdadeira estação de salvamento mais abaixo na costa. Novamente, eles saiam no meio da tempestade e enfrentavam as ondas para resgatar aqueles que se estavam afogando.

Um dia, um voluntário sugeriu que com alguma prática, poderiam fazer um trabalho ainda melhor. Assim, no verão eles recrutaram equipes treinadas em remo e arremesso de boias e resgataram mais pessoas. Logo, as equipes do clube mais acima na costa os desafiaram a uma competição porque, embora o grupo tivesse desistido do salvamento real, permanecia fazendo "resgates" como esporte de verão. E quando uma estação de resgate vencia, seus membros recebiam um troféu.

Mais tarde, alguém do grupo mais recente sugeriu que construíssem um abrigo de barcos próximo à costa para guardar seus barcos e outros acrescentaram que precisavam de cozinha e abrigo para os que eram resgatados. Depois de um tempo, eles construíram uma sala de jogos e um restaurante para as pessoas que esperavam na costa durante as tempestades.

Com o passar do tempo, o resgate se tornou uma prática altamente especializada e pessoas experientes foram contratadas para o trabalho. Um dia, os membros decidiram interromper o salvamento porque ele custava muito e estavam todos muito ocupados. Alguns protestaram e se mudaram mais para baixo na costa e começaram uma verdadeira estação de resgate.
Sabemos o resto da historia.

Conta-se que se visitarmos aquela costa marítima hoje, encontraremos uma série de clubes exclusivos em toda sua extensão. Nenhum deles está muito interessado no salvamento de ninguém, embora ainda ocorram muitos naufrágios naquelas águas e muitas pessoas se estejam afogando.

Amados vamos orar e vigiar para que não nos tornemos uma estação de resgate! O Senhor nos chamou para sermos diferentes e fazer a diferença nessa nação, a nossa Nação Belém.

A paz seja com todos!

Atenciosamente,

Maurício Weyll
Aluno da Escola Nação Belém

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

E se o inferno não existisse?

Essa é uma pergunta que, vez por outra, assalta minha consciência. Ela me faz pensar na base que sustenta minha relação com Deus.

Às vezes, porque freqüentamos igrejas, temos exemplares da Bíblia, somos voluntários no trabalho de uma comunidade local e nos agradamos dos ambientes cristãos, corremos o risco de viver uma espiritualidade pautada na rotina.

Outro risco, entretanto, que precisa ser alvo de nosso cuidado é o de pautarmos nossa relação com Deus no medo. Algumas décadas atrás, gerações de cristãos foram formadas com a idéia de que Deus era um ser austero, punidor, pronto para flagrar nossos erros e nos castigar com a condenação eterna. O julgamento vindouro, a ira divina, bem como sua justiça são realidades irrefutáveis, de acordo com a Bíblia. Contudo, o medo do inferno tem feito com que muitas pessoas estabeleçam uma "relação" com o Criador tão somente por não desejarem passar a eternidade em um lugar de dor e sofrimento.

A pergunta, portanto, que nos cabe é a seguinte: Se o inferno não existisse, ainda assim amaríamos nosso Deus. Se o inferno não existisse, ainda assim buscaríamos viver em santidade? Teríamos prazer em guardar os mandamentos divinos, caso a condenação fosse apenas uma estória? Evitaríamos o pecado? Sufocaríamos a carne?

As respostas a tais perguntas têm muito a dizer sobre nossa espiritualidade. Assim como nenhuma relação construída entre os homens é saudável, caso se estabeleça com base no medo, nenhuma relação com o Filho do Homem pode ser benéfica, caso a mesma seja sustentada pelo temor do inferno.

Quem sustenta sua fé no pavor pelas trevas precisa descobrir a mais perfeita base para se construir uma relação com o Criador: a infindável beleza do seu caráter.

Alguém, certa vez, afirmou: “Deus, ainda que o inferno fosse uma farsa, e a condenação eterna igualmente irreal; mesmo assim dedicaria todos os dias de minha vida ao Senhor”. Esse é o nosso desafio; construir com o Senhor da história uma relação pautada em nenhuma outra coisa, senão no prazer e na alegria de viver fazendo valer sua vontade, como resposta ao imenso amor demonstrado no calvário!